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INTEGRIDADE INFANTIL

Maio Laranja: música e acolhimento levam mensagem de proteção às crianças no HCA

Hospital da Criança e do Adolescente uniu educação e orientação às famílias para reforçar o combate à violência infantojuvenil.

Por Júnior Nery
18/05/2026 19h22
Meninas pacientes do HCA ganharam laços de cabelo laranja, em referência à cor de maio, mês de combate à violência e ao abuso sexual infantil

Com música, orientação e acolhimento, o Hospital da Criança e do Adolescente, em Macapá, promoveu nesta segunda-feira, 18, uma ação da campanha Maio Laranja para conscientizar crianças e famílias sobre o combate ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil. A mobilização do Governo do Amapá levou informação e orientação de forma lúdica, ensinando às crianças sobre autoproteção, respeito ao próprio corpo e a importância de denunciar qualquer situação de violência. 

A programação foi conduzida pelos técnicos do Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Infantil (Savvi), que percorreram enfermarias e setores do Pronto Atendimento Infantil e do HCA, distribuindo laços laranjas — símbolo da campanha — e cadernos de colorir para as crianças. Com música e canções educativas, a equipe também levou mensagens de prevenção e autoproteção ao público infantil, ensinando, de forma lúdica e criativa, sobre o respeito ao próprio corpo e a importância de comunicar qualquer situação de desconforto ou violência.

Gardenha Araújo, coordenadora do Savvi

A coordenadora do Savvi, Gardênia Araújo, destacou que a mobilização reforça um trabalho desenvolvido continuamente pela equipe especializada do hospital.

“A equipe que atende crianças vítimas de violência é capacitada para receber, acolher, ouvir e tomar as medidas necessárias em relação à saúde. Hoje, por ser 18 de maio, nós intensificamos as ações que já acontecem rotineiramente, com orientações aos profissionais de saúde e aos acompanhantes das crianças internadas. O objetivo é proteger as crianças contra todas as formas de violência”, ressaltou.

Espaço estratégico para orientar as famílias

Segundo a coordenadora, o ambiente hospitalar também se torna um espaço estratégico para orientar famílias e fortalecer a prevenção.

“É uma oportunidade que temos de reunir mãe, pai ou acompanhante e a criança em uma única orientação. Trabalhamos a educação em saúde para ensinar sobre as partes do corpo, os limites do toque e a autoproteção. Uma criança precisa aprender desde cedo a conhecer o próprio corpo para saber identificar situações inadequadas e buscar ajuda”, explicou Gardênia.

Por meio da música e canções didáticas, a mensagem passada às crianças, pais e responsáveis é de alerta e atenção aos sinais de violência infantil

Orientação aos pais

Maria de Nazaré, enfermeira do HCA

A enfermeira Maria de Nazaré reforçou a importância de abordar o tema dentro das unidades de atendimento infantil.

“Esse trabalho é muito importante porque ajuda as famílias a buscarem mais conhecimento e compreenderem melhor situações de violência. No ambiente hospitalar, muitas vezes conseguimos identificar sinais e aprofundar o acompanhamento, orientando os pais e buscando ajuda para proteger a criança”, afirmou.

A campanha Maio Laranja busca sensibilizar a sociedade sobre a importância da denúncia e da proteção integral de crianças e adolescentes, fortalecendo a rede de apoio e enfrentamento à violência infantojuvenil.

No HCA, as atividades educativas integram as ações permanentes do Governo do Estado voltadas à promoção da saúde, acolhimento e garantia dos direitos das crianças e adolescentes atendidos na rede pública.

Maio Laranja é momento de redobrar os cuidados e orientar os filhos em como reconhcer um agressor e os sinais de violência
Sinais de alerta para pais e responsáveis

Especialistas orientam que pais e responsáveis estejam atentos a mudanças bruscas de comportamento, medo excessivo, isolamento, agressividade, dificuldades para dormir, queda no rendimento escolar, tristeza constante, lesões inexplicáveis e resistência ao contato com determinadas pessoas. Em casos de suspeita de violência, a recomendação é procurar imediatamente os serviços de saúde, órgãos de proteção ou realizar denúncia anônima pelo Disque 100.

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ÁREA: Saúde