Cerpis celebra 22 anos de práticas integrativas e reforça cuidado humanizado na saúde do Amapá
Unidade oferece mais de 30 modalidades terapêuticas gratuitas pelo SUS, com atendimentos individuais e atividades coletivas voltadas ao bem-estar e à qualidade de vida.
Há mais de duas décadas, o cuidado com a saúde no Amapá também passa por práticas que valorizam o bem-estar físico, emocional e social dos pacientes. Nesta quinta-feira, 15, o Governo do Estado celebra a trajetória do Centro de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Cerpis), que reúne mais de 30 modalidades terapêuticas gratuitas e se consolidou como um espaço de acolhimento e cuidado complementar na rede pública estadual.
história do serviço começou entre 2003 e 2004, com iniciativas de tratamento natural no estado, ainda sob outra estrutura. Em 2015, a unidade passou por uma reformulação, alinhada à organização das Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) no Sistema Único de Saúde (SUS).
Atualmente, o Cerpis oferece terapias individuais e coletivas, com acompanhamento de uma equipe multiprofissional. De janeiro a julho deste ano, foram realizados mais de 30 mil procedimentos, demonstrando a procura pelos serviços disponibilizados à população.
Entre as opções estão acupuntura, auriculoterapia, reiki, reflexologia podal, ventosaterapia, massagens terapêuticas, fisioterapia, psicologia e atendimentos de enfermagem, assistência social e clínica médica.
A unidade também promove atividades coletivas, como pilates, yoga, biodança, musicoterapia, arteterapia e meditação dinâmica. As práticas complementam o acompanhamento convencional e contribuem para o cuidado integral, sem substituir consultas, medicamentos ou tratamentos prescritos por profissionais de saúde.
Para a diretora do Cerpis, Lia Lopes, a diversidade de serviços permite atender diferentes necessidades e oferecer um cuidado que considera cada pessoa para além de sua condição de saúde.
“Nosso público hoje são idosos, pacientes com fibromialgia e pacientes oncológicos, que buscam as nossas terapias. É uma gama de serviços e procedimentos que realizamos ao longo do ano para proporcionar bem-estar e qualidade de vida a quem nos procura”, destaca.
A experiência de quem frequenta o centro há anos ajuda a traduzir esse trabalho. Aos 70 anos, Sueli de Souza Vidal realiza atividades de biodança e pilates e frequenta a unidade há quatro anos. Para ela, o acolhimento faz parte do tratamento.
“Primeiro, a gente tem que cuidar da saúde. Aqui, se você está triste, a gente alegra; se alguém chega muito cansado, ficamos conversando. É um grupo maravilhoso, que se entende muito bem”, relata. Sueli também conta que recomenda os serviços a outras pessoas e já incentivou amigas a procurarem o atendimento.
Outra história que marca a trajetória do Cerpis é a de Teresinha de Jesus Belém, que iniciou o acompanhamento quando a unidade ainda estava no começo de suas atividades. Ela conta que chegou com mobilidade bastante comprometida e precisava de ajuda para se deslocar.
Com as terapias e os exercícios, Terezinha percebeu mudanças importantes e conseguiu deixar de usar muletas por um período. Após sofrer uma queda recentemente, voltou a utilizar o apoio para caminhar, mas mantém a rotina de tratamento.
“Os exercícios fizeram toda a diferença na minha vida. Eu sei o bem que me faz, por isso continuo aqui, na minha terapia e na dança”, afirma.
Serviço
O Cerpis está localizado na Avenida Fab, em frente ao prédio da Prefeitura de Macapá, e funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30. Para iniciar o acompanhamento, é necessário apresentar cópias do cartão do SUS e do RG, comprovante de residência, encaminhamento médico e número de telefone para agendamento. A unidade oferece atendimentos individuais e coletivos gratuitos pelo SUS.
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