Governo do Amapá forma mais de 40 novos agentes de inteligência para reforçar combate ao crime
Capacitação promovida pela Sejusp fortalece a produção de conhecimento e tomada de decisões estratégicas da Segurança Pública no estado, com foco na análise de dados, contrainteligência e enfrentamento a crimes transfronteiriços.
O Governo do Estado formou, nesta sexta-feira, 9, a primeira turma do Curso Básico de Inteligência do Amapá, capacitando mais de 40 profissionais das forças de segurança pública e defesa.
Com o objetivo de aperfeiçoar o combate às organizações criminosas e aprimorar a integração do sistema de segurança em todo o estado, o curso incluiu instruções técnicas em análise de dados, contrainteligência, proteção de ativos, produção e difusão de conhecimento, além de operações táticas de inteligência.
Coordenada pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por meio do Instituto de Ensino de Segurança Pública (Iesp), a formação reuniu agentes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar e do Exército Brasileiro.
O secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, Cézar Vieira, destacou que o investimento em inteligência e na integração entre as forças é fundamental para antecipar ações criminosas e proteger a população amapaense.
"O fortalecimento da inteligência policial é uma prioridade do planejamento estratégico da gestão estadual para embasar a tomada de decisões no enfrentamento a delitos de alta complexidade e crimes transfronteiriços. Foi com inteligência que reduzimos, os roubos em mais de 70% desde 2022, e os crimes violentos contra a vida ao menor patamar em 15 anos. É com inteligência que a gestão consegue antecipar crises e destinar equipes aonde a população mais precisa", detalhou o secretário.
O coordenador do curso, Cabo Odinei Silva, ressaltou que a formação insere os agentes no sistema de inteligência de Segurança Pública e os prepara para as próximas capacitações, de elevado rigor técnico e doutrinário, garantindo que a produção de conhecimento sirva de suporte eficiente para as operações de campo e para o assessoramento das lideranças das corporações.
"Este é apenas o início da trajetória dos senhores, que, segundo as aptidões de cada um, poderão se especializar em operações de inteligência, metodologias da produção de conhecimento, contrainteligência e propaganda, tudo com o objetivo final de salvaguardar vidas e a sociedade. Não se esqueçam, 'antes de agir, compreender; antes de decidir, analisar; antes de tudo, Inteligência!", enfatizou o coordenador.
Por se tratar de uma atividade técnica de caráter reservado, fundamental para a proteção dos agentes e a preservação do tipo de função desempenhada, a identidade e os rostos dos formandos são mantidos em sigilo.
Com a conclusão do curso, a rede de inteligência do Amapá ganha reforço operacional imediato, promovendo atuações mais precisas e integradas na preservação da ordem pública, da paz social e da incolumidade das pessoas e do patrimônio.
Cláudio Morais - Sejusp
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