Governo do Amapá promove os cuidados com a alimentação no acompanhamento das crianças durante a recuperação no HCA
Equipe de Nutrição avalia cada paciente desde a admissão e adapta a alimentação conforme as necessidades clínicas e individuais.
No Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), em Macapá, a equipe de Nutrição avalia cada criança desde a admissão para identificar necessidades alimentares específicas e definir a melhor conduta durante a internação.
O atendimento considera o estado nutricional, diagnóstico, alergias, intolerâncias, seletividade e preferências alimentares, além de outros fatores que podem interferir na recuperação, no crescimento e no desenvolvimento dos pacientes.
Um exemplo desse cuidado é a pequena Saíra Sofia, de 1 ano, que está em acompanhamento no HCA após passar, há cerca de um mês, por uma cirurgia para implantação de um marcapasso. A bebê foi diagnosticada com bloqueio atrioventricular e, durante o tratamento, também passou a receber uma alimentação adaptada às suas necessidades, com o objetivo de contribuir para a recuperação sem comprometer o crescimento.
Ao lado da filha, a mãe, Cilmara de Oliveira, de 30 anos, acompanha de perto a rotina de cuidados e as orientações da equipe. Para ela, a alimentação passou a ser mais uma preocupação durante o tratamento, mas também uma forma de contribuir para que a filha se recupere e continue se desenvolvendo.
“Sou muito grata por todo o cuidado que a minha filha está recebendo aqui. A gente sabe que, depois de uma cirurgia como essa, cada detalhe é importante, e a alimentação também faz parte da recuperação dela. A equipe sempre conversa com a gente, explica o que ela pode comer e o que é melhor para ela. Isso dá mais segurança para nós, como família, e esperança de ver a Saíra se recuperando e crescendo bem”, contou Cilmara.
Outro paciente que vivenciou esse cuidado foi Bryan Paixão, de 7 anos, internado no HCA após uma intoxicação alimentar. Para o pai, Cleber Alves, o período de internação serviu também como um alerta para a mudança nos hábitos alimentares do filho.
Durante a permanência no hospital, Bryan recebeu uma alimentação adequada ao seu quadro e, depois do susto, a família decidiu seguir as orientações médicas. “Depois desse susto, nada de doces como ele comia antes. Aqui no hospital ele teve a alimentação certa e agora vamos seguir à risca as orientações médicas”, contou Cleber.
A nutricionista Daiana Almeida, que atua no HCA desde 2012, explica que esse atendimento é baseado em um protocolo desenvolvido pela equipe ao longo dos anos, com referências atualizadas e adaptado à realidade da unidade. Na admissão, a equipe realiza uma anamnese e uma triagem nutricional para identificar, por exemplo, casos de baixo peso, desnutrição, alergias, intolerâncias ou seletividade alimentar.
“Quando a gente percebe, nessa triagem nutricional, que o paciente precisa de uma avaliação, nós intervimos com uma dieta mais específica para aquele quadro, para recuperar o estado nutricional e o peso do paciente. Assim, ele não recebe apenas um tratamento médico ou medicamentoso, mas também um acompanhamento nutricional e alimentar”, explicou Daiana.
O acompanhamento continua diariamente durante a internação. A equipe conversa com os familiares, ouve a criança sempre que possível e faz ajustes conforme a resposta ao tratamento. Em casos específicos, a alimentação também pode considerar hábitos culturais e preferências dos pacientes, como ocorre com crianças que têm o costume de consumir açaí nas refeições. Dessa forma, o cuidado nutricional busca favorecer a aceitação dos alimentos e contribuir para uma recuperação mais adequada e humanizada.
Roberta Corrêa - Sesa
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