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Governo do Estado leva Conexão Amapá à ROG.e 2026, no Rio de Janeiro, em busca de novos investimentos em petróleo e gás

Com a Margem Equatorial no centro das discussões, Governo do Amapá apresenta potencial energético e estrutura para receber novos empreendimentos no estado.

Por Brenno Brazão
25/09/2026 15h57
A comitiva amapaense na ROG.e 2026 também conta com a presença de Alcilene Cavalcante, superintendente do Sebrae Amapá, e Inácio Maciel, prefeito de Oiapoque

O Amapá abriu sua participação na ROG.e 2026, nesta segunda-feira (21), no Rio de Janeiro, com a realização do Conexão Amapá – A Nova Energia do Brasil, encontro voltado à apresentação das oportunidades de investimentos no Estado e às perspectivas de desenvolvimento econômico associadas à nova fronteira energética brasileira.

Realizado no primeiro dia da programação, o encontro reuniu representantes do Governo do Amapá, empresas e entidades ligadas ao setor de petróleo e gás como Petrobrás, Transpetro e Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Energia, o IBP. O presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Wandenberg Pitaluga, e o diretor de Atração de Investimentos, Antônio Batista, apresentaram as ações desenvolvidas pela instituição e destacaram a localização estratégica do Estado, na costa norte brasileira, em posição privilegiada para conexões com os países das Guianas, o Caribe e outros mercados internacionais.

A extensa rede hidrográfica, a costa oceânica e a proximidade com a Bacia da Foz do Amazonas foram apresentadas como ativos estratégicos para a instalação de estruturas logísticas, serviços e empreendimentos ligados à cadeia de petróleo e gás. Durante o encontro, também foram discutidas as perspectivas de crescimento econômico do Amapá a partir da consolidação dessa nova cadeia produtiva.

Sérgio Bacci, presidente da Transpetro, durante o Conexão Amapá.

Um dos destaques do primeiro dia da ROG.e foi o anúncio de que a Chevron iniciará levantamentos sísmicos na Bacia da Foz do Amazonas para prospecção de petróleo na Costa do Amapá, ampliando a presença de grandes empresas internacionais na região. O movimento ocorre após a descoberta de petróleo anunciada pela Petrobras e diante da perspectiva de três novas perfurações exploratórias no litoral amapaense.

“Continuidade e constância são as palavras da vez. Nós estamos na ROG.e 2026 para continuar esse trabalho institucional de reforçar o papel do Amapá. Recebemos vários operadores da Margem Equatorial. Hoje foi anunciado que a Chevron vai iniciar sua sísmica no Amapá, o que significa que, além da Petrobras, outras grandes empresas mundiais já estão trabalhando no nosso Estado. E mais do que isso, que os empregos vão surtir efeito em nosso Estado”, afirmou Wandenberg Pitaluga.

A preparação da infraestrutura para acompanhar esse novo ciclo econômico também esteve entre os temas do Conexão Amapá. O encontro discutiu a expansão da rede hoteleira no estado, principalmente em Macapá e Oiapoque, além de estudos para a implantação de estruturas de apoio offshore na costa do Amapá, incluindo a possibilidade de construção de ilhas artificiais para atender futuras operações na Margem Equatorial.

Presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá.

Outro ponto destacado foi o ambiente de negócios e a atuação do Amapá nos processos de licenciamento ambiental. Segundo Wandenberg, a celeridade e a segurança jurídica oferecidas pelo Estado são fatores importantes para empresas que avaliam novos investimentos. A proposta é preparar o território para que a chegada da indústria também fortaleça fornecedores locais, gere empregos e amplie a circulação de renda.

O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, reforçou a necessidade de conciliar exploração econômica e preservação ambiental. “Vamos explorar o petróleo com segurança para evitar danos ambientais. O Amapá está dando uma virada de página na sua história”, afirmou. A mesma perspectiva foi defendida pelo presidente do IBP, Roberto Ardenghy:

Roberto Ardenghy, presidente do IBP, em visita ao estande do Amapá na ROG.e 2026

“Nós estamos vendo nascer um grande polo produtivo e uma estrutura que vai apoiar essa magnífica reserva que nós temos hoje na Margem Equatorial. Já temos uma descoberta anunciada pela Petrobras e vamos perfurar outros três poços exploratórios. Nós temos uma grande responsabilidade com o povo do Amapá e com o Brasil.”

O debate também reforçou a necessidade de conciliar preservação da Amazônia e desenvolvimento econômico. A argumentação apresentada no encontro destacou que, além da proteção ambiental, é necessário criar oportunidades de emprego, renda e desenvolvimento para a população que vive na região. A estratégia apresentada pelo Amapá busca transformar o potencial energético em uma cadeia produtiva capaz de gerar resultados dentro do próprio Estado.

Comitiva do Governo do Amapá na ROG.e 2026, o maior festival de energia do planeta.

Esta é a segunda edição do Conexão Amapá em 2026. A primeira ocorreu durante a Expofeira, em Macapá, e também teve como foco a aproximação com investidores e empresas. Na ROG.e, a iniciativa ganha ainda mais alcance nacional e internacional, colocando o Amapá no centro das discussões sobre a Margem Equatorial e buscando transformar o interesse crescente pela região em novos investimentos, negócios, empregos e oportunidades para o Estado.

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