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COMBATE AO FUMO

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, Governo do Amapá alerta para doenças causadas pela nicotina e uso do 'vape' entre jovens

Com altos índices de mortalidade e o avanço dos cigarros eletrônicos entre jovens, o tabagismo permanece como um grave problema de saúde pública que exige prevenção e apoio contínuo.

Por Sávio Almeida
28/08/2026 15h52
Uso contínuo de cigarro está associado a infartos, AVCs e diversos tipos de câncer

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado neste sábado (29), a Secretaria de Estado da Saúde do Amapá (Sesa) alerta para os riscos do tabagismo, diretamente associado a infartos, Acidente Vascular Cerebral (AVC), enfisemas e cânceres de pulmão, boca e garganta.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo de tabaco e seus derivados mata cerca de 8 milhões de pessoas por ano no mundo, sendo 1,3 milhão por exposição ao fumo passivo, que eleva os riscos de doenças cardíacas, derrames, problemas respiratórios, diabetes tipo 2 e tumores.

No Brasil, estima-se que 20,4 milhões de indivíduos (12,8% da população) sejam afetados pelo hábito, e 18,5% dos estudantes de 13 a 17 anos já experimentaram cigarro. Pesquisas nacionais apontam ainda maior prevalência de fumantes ativos entre 16 e 24 anos (19%), índice impulsionado pelo apelo dos dispositivos eletrônicos (vapes).

Para combater a adesão precoce, a Sesa promoveu, na última quarta-feira (26), o Encontro de Fortalecimento das Estratégias de Promoção da Saúde e Prevenção ao Uso do Tabaco no Ambiente Escolar, ação vinculada ao programa Saber Saúde.

“Enquanto Estado, Secretaria de Saúde e Educação conjuntamente, o momento aqui é abrir esse espaço de integração para que a escola possa fazer o seu papel de educar, orientar e prevenir”, destacou Assunção Rocha, referência técnica e coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo da instituição.

Assunção Rocha reforçou a atenção voltada à atração que os dispositivos eletrônicos exercem sobre os jovens. “Com o avanço da tecnologia nós temos os vapes, onde o adolescente ele é seduzido a experimentar e futuramente ficar dependente. Nós não queremos isso, nós queremos um adolescente saudável, sem vícios, que tenha qualidade de vida. E para isso a educação é fundamental.

E educação se faz de forma dialogada, com informações técnicas apropriadas e pertinentes a cada faixa etária e ao contexto que está esse aluno. Então nesse momento, enquanto Sesa, o nosso trabalho é realmente promover saúde e abranger informações adequadas para a qualidade de vida do nosso escolar”.

Na rede pública, o tratamento para interrupção do vício é gratuito e tem duração de seis meses a um ano. As Unidades Básicas de Saúde (UBS) municipais funcionam como porta de entrada, oferecendo suporte terapêutico, psicológico e medicamentoso conduzido por equipes multiprofissionais.

O Governo do Estado atua no suporte aos municípios por meio da qualificação de equipes e no repasse de insumos enviados pelo Ministério da Saúde.

Assunção Rocha, referência técnica e coordenadora do Programa de Controle do Tabagismo da Sesa

“O município que realiza o tratamento recebe do estado a capacitação dos profissionais da atenção primária, além da dispensação de medicamentos como adesivos e goma de mascar, que são prescritos com avaliação médica considerando o grau de dependência”, pontuou a coordenadora.

Para iniciar o acompanhamento e buscar uma rotina mais saudável e livre da dependência da nicotina, basta se dirigir à UBS mais próxima portando documento oficial com foto e o Cartão Nacional do SUS.

*Sávio Almeida - Assessoria de Comunicação/Sesa - (96) 98115-0853
Fotos: Arquivo/Sesa e Rodrigo Abreu/Sesa*

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ÁREA: Saúde
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