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‎Capoeira ocupa o palco AmapáAfro com força, ancestralidade e resistência na Expofeira

‎Mais de 20 grupos levaram à programação desta sexta-feira (14) a arte que atravessa gerações e transforma vidas por meio da cultura e da coletividade.

Por Lucas Mota
15/08/2026 14h49
Palco AmapáAfro da Expofeira 2026 celebrou a ancestralidade, resistência e cultura negra com roda de capoeira

A roda abriu e a história entrou em cena. No palco AmapáAfro, a capoeira ocupou a programação desta sexta-feira (14) da Expofeira 2026 com mais de 20 grupos, reunindo mestres, alunos e comunidades em uma celebração de ancestralidade, resistência e cultura negra.
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‎Para o mestre Tik, nome artístico de Eduardo Santos, do Amazônia Arte Capoeira, participar da Expofeira é levar para uma grande vitrine um trabalho construído diariamente nas comunidades de Santa Rita e Nova Esperança.

O grupo apresentou capoeira, maculelê, puxada de rede e teatro, em um espetáculo sobre a trajetória e a ancestralidade negra.
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‎“É muito valioso. No final, a gente vê o sorriso dos alunos e percebe que valeu a pena todos os dias de ensaio”, conta o mestre, que levou cerca de 30 integrantes para a apresentação.

Grupo Amazônia Arte Capoeira, do mestre TIK

‎Na roda, a capoeira também mostrou que é feita de coletividade. Enquanto uma amiga participava do jogo, Débora Nazário, do Novo Buritizal, cuidava do bebê dela. Para a capoeirista, esse acolhimento traduz a força do movimento.

“É um grupo que acolhe, que é um coletivo. A capoeirista é minha amiga, então eu vim dar esse apoio”, disse.

Enquanto a amiga participava da roda, Débora Nazário cuidava do bebê dela

‎‎Mestre Aricélio Benjamim, do Quilombo Brasil, do bairro do Congós, destacou o papel do palco AmapáAfro como espaço de visibilidade.

Com cerca de 400 integrantes distribuídos em cinco núcleos, o grupo desenvolve ações sociais com capoeira, maculelê e samba de roda.

Mestre Aricélio Benjamin

‎“Estar aqui faz com que a capoeira seja cada vez mais conhecida e apreciada pelo público e pelos visitantes. É trabalho mobilizar todo o grupo, organizar a logística, mas vale muito a pena”, afirmou.
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‎Patrimônio cultural brasileiro, a capoeira segue viva no Amapá como expressão de identidade, resistência e pertencimento. Uma arte que nasce da história, mas continua sendo construída por novas gerações.

Lucas Mota - (96) 99158-7392
Fotos: Márcia do Carmo
Assessoria de Comunicação - Secom/GEA

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ÁREA: Cultura