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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Sindmadeiras destaca manejo sustentável e regularização fundiária na Expofeira 2026

Estande no Parque de Exposições da Fazendinha apresenta ao público a importância da madeira de origem legal para a geração de emprego, renda e conservação da floresta no Amapá.

Por Sharlot Sandim
14/08/2026 22h05
Estande do Sindmadeiras na Expofeira 2026 apresenta aos visitantes informações sobre madeira legal, regularização fundiária e manejo florestal sustentável como caminhos para conciliar desenvolvimento econômico e conservação da floresta

O manejo florestal sustentável, a regularização fundiária e o desenvolvimento econômico estão entre os principais temas apresentados pelo Sindicato das Indústrias de Extração e Desdobramento de Madeiras no Estado do Amapá (Sindmadeiras) durante a Expofeira 2026. Nesta sexta-feira, 14, o estande da entidade, no Parque de Exposições da Fazendinha, recebeu produtores, representantes do setor e visitantes interessados em conhecer como funciona a atividade florestal realizada dentro da legalidade.

Com a mensagem “Manejo florestal não é desmatamento”, o espaço mostrou que a utilização planejada dos recursos naturais pode estar associada à conservação da floresta, ao desenvolvimento econômico e à geração de oportunidades para quem vive e produz no estado.

O presidente do Sindmadeiras, Carlos Henrique Guilherme, destacou que a participação na maior feira de negócios da Amazônia representa uma oportunidade de aproximar o setor florestal da sociedade e ampliar o conhecimento sobre uma atividade que envolve produtos madeireiros e não madeireiros.

“A importância de o Sindmadeiras estar na maior feira de negócios sustentáveis da Amazônia é levar ao público o conhecimento sobre o manejo florestal sustentável. Trata-se de uma atividade que utiliza recursos naturais renováveis para gerar emprego, renda e riqueza e, ao mesmo tempo, preservar a natureza”, explicou.

Presidente do Sindmadeiras, Carlos Henrique Guilherme destacou a importância do manejo florestal sustentável para gerar emprego, renda e oportunidades econômicas a partir do uso responsável dos recursos naturais

Segundo Carlos Henrique, o setor está presente em diferentes regiões do Amapá, com atuação em municípios como Tartarugalzinho, Ferreira Gomes, Porto Grande, Pedra Branca do Amapari, Serra do Navio, Mazagão, Macapá e Santana.

Um dos pontos centrais da programação foi a relação entre a regularização fundiária e a exploração sustentável dos recursos naturais. O presidente do Amapá Terras, Jorge Rafael, explicou que a segurança jurídica é fundamental para garantir o avanço dos projetos de manejo florestal dentro da legislação.

“Não é possível realizar o manejo florestal sustentável em áreas que não possuem segurança jurídica. É necessário que essas áreas sejam regularizadas em nome das comunidades e dos agricultores para que eles possam estabelecer parcerias com o setor florestal. Por isso, a regularização fundiária é tão importante”, afirmou.

De acordo com Jorge Rafael, a emissão da documentação permite que propriedades com potencial florestal participem de projetos devidamente licenciados pelos órgãos ambientais, criando condições para que a atividade econômica seja desenvolvida de forma regular.

“Com a emissão dos documentos fundiários em nome dos verdadeiros possuidores de boa-fé, é possível que as áreas com potencial florestal participem de projetos de manejo licenciados pelos órgãos ambientais. Assim, podem operar com segurança, gerar trabalho, renda e receita para o estado, além de contribuir para uma economia que preserva a floresta e gera riqueza”, acrescentou.

Presidente do Amapá Terras, Jorge Rafael, destacou a regularização fundiária como etapa fundamental para garantir segurança jurídica e permitir o desenvolvimento de projetos de manejo florestal dentro da legalidade

O presidente do Amapá Terras também destacou o avanço da regularização fundiária relacionada às áreas produtivas. Segundo ele, em 2026, a emissão de documentos para agricultores, extrativistas e comunidades participantes de projetos de manejo dobrou em comparação com o ano anterior.

Para Jorge Rafael, esse crescimento amplia as perspectivas para o aumento da produção de madeira de origem legal e sustentável e, consequentemente, para a geração de empregos e o fortalecimento da economia ligada ao setor florestal.

A regularização fundiária também tem provocado mudanças significativas na vida de quem trabalha no campo. Nilo Fernandes da Silva, de 52 anos, agricultor da comunidade do Arrependido, em Pedra Branca do Amapari, atua na criação de gado e na atividade madeireira e recebeu o título definitivo de sua propriedade.

“Para mim, isso representa algo muito grande e gratificante. Agora, com esse documento, posso trabalhar com a madeira, com a criação de gado e com a piscicultura. São várias oportunidades para desenvolver um trabalho correto e organizado, em parceria com os órgãos responsáveis”, contou Nilo.

Agricultor Nilo Fernandes da Silva, de 52 anos, da comunidade do Arrependido, celebrou a conquista do título de domínio, que garante mais segurança para desenvolver atividades como criação de gado, piscicultura e manejo de madeira

O agricultor relembra que a falta da documentação dificultava o desenvolvimento das atividades na propriedade. Com a regularização, a expectativa é ampliar a produção com mais segurança e dentro das normas estabelecidas.

“Antes, a gente queria fazer as coisas, mas não podia porque não tinha documento. Agora vou poder trabalhar da forma correta, dentro dos parâmetros exigidos. É muito bom”, comemorou.

Com o lema “Madeira legal. Desenvolvimento econômico. Futuro sustentável”, a participação do Sindmadeiras na Expofeira 2026 aproxima o público de temas como regularização fundiária, origem da madeira e manejo florestal sustentável, mostrando como a atividade legal pode contribuir para o fortalecimento da economia e, ao mesmo tempo, manter a floresta como parte essencial do desenvolvimento do Amapá.

Secretaria de Estado da Comunicação

Sharlot Sandim: (96) 98415-6607

Foto: Cleito Souza 

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