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LITERATURA AMAPAENSE

Entre raízes e versos, a literatura ganha voz na Expofeira 2026

‎Mini Teatro Caboco recebeu escritores e poetas em noite dedicada às histórias que atravessam a literatura amapaense.

Por Lucas Mota
15/08/2026 14h40
Literatura amapaense ganhou espaço para celebrar memórias, identidade e diferentes formas de expressão na Expofeira 2026.

Quando Esmeraldina dos Santos sobe ao palco, leva consigo muito mais do que livros: carrega as memórias do Quilombo do Curiaú, os ensinamentos da família e as experiências de uma trajetória que encontrou na literatura uma forma de preservar e compartilhar histórias. Escritora e moradora do Curiaú, ela participou da programação desta quinta-feira (13), no Mini Teatro Caboco, durante a Expofeira 2026, onde falou sobre suas raízes e apresentou ao público histórias do quilombo que fazem parte de sua identidade.

Esmeraldina dos Santos compartilhou histórias e memórias do Quilombo do Curiaú durante a programação literária da Expofeira 2026.

“Aqui é um espaço maravilhoso para contar a história do meu quilombo”, contou Esmeraldina, que já publicou sete livros e se prepara para lançar uma nova obra no próximo dia 28 de agosto, em Macapá.
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‎A emoção, segundo ela, estava também na resposta do público. Para Esmeraldina, encontrar leitores e espectadores em um dos maiores eventos do Amapá representa a oportunidade de fazer com que histórias que nasceram em comunidades e territórios tradicionais encontrem novos caminhos.

Allan Carlos Dias apresentou o projeto Raízes e Rimas, inspirado nas histórias de Tartarugalzinho, de sua família e de sua própria trajetória.

Foi também a partir de suas raízes que Allan Carlos Dias levou seus versos ao Mini Teatro Caboco. Natural de Tartarugalzinho, o poeta apresentou o projeto Raízes e Rimas, que reúne histórias e experiências de sua cidade, de sua família e de sua própria trajetória, transformadas em poesia.
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‎“Para contar a história de um povo é preciso sentir na pele. Quando a gente sente na pele, a gente tem identidade, fala de verdade, fala de sentimento”, explicou.

A apresentação reuniu poemas sobre identidade, ancestralidade e os desafios enfrentados pela população negra, transformando vivências e reflexões em versos compartilhados com o público. Para Allan, ocupar um espaço como o Mini Teatro Caboco representa a oportunidade de ampliar o alcance dessas narrativas e dar voz a histórias que, muitas vezes, permanecem distantes dos grandes palcos.
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‎“Quando a literatura fala, quando nós expressamos e ela é compartilhada, não só eu que ganho. É o Amapá que ganha, é o Brasil que ganha, é a juventude que pode ouvir hoje e compreender amanhã”, disse.
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‎Noite de palavras
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‎A programação do Mini Teatro Caboco começou no fim da tarde e se estendeu pela noite com um sarau que reuniu diferentes formas de expressão literária. Contação de histórias, declamações, poemas autorais, música e performances transformaram o espaço em um encontro entre escritores, artistas e público, celebrando a diversidade da produção cultural amapaense.
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‎Passaram pelo palco nomes como Jeniffer Yara, com o Sarau Ventos do Norte; Jojo Dieria, com Sankofa: A Poesia do Meio do Mundo; Allan Dias, com Raízes e Rimas; Aldair de Lima; Esmeraldina dos Santos; Luana Luany, com Poemas do Quebra-Mar; Osvaldo Simões, no Batuque das Letras; Carla Nobre e Cláudia A. Flor D'Maria, com Variações do Infinito; Adna Selvage, com A Poeta Inflamada; além de Marven Junius Franklin, Graça Senna, Camila Nobre e Gabriel Guimarães.
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Em meio à programação da Expofeira, a literatura encontrou espaço para se manifestar não apenas por meio da palavra escrita, mas também como memória, identidade, crítica, afeto e expressão artística. A iniciativa integra a agenda cultural do evento, realizado pelo Governo do Estado do Amapá, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult).

A programação literária valorizou histórias, memórias e identidades que atravessam diferentes comunidades e territórios do Amapá.

Assessoria de comunicação do governo do estado do Amapá‎
Lucas Mota - 96 99158-7392
Fotógrafa: Márcia do Carmo

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ÁREA: Cultura