Governo do Amapá leva serviços de saúde e orientações sobre amamentação à comunidade Lagoa dos Índios
Ação aproximou profissionais de saúde da população, garantindo atendimento preventivo e reforçando a importância da amamentação e do suporte familiar
Com o objetivo de aproximar os serviços essenciais da população e descentralizar o atendimento público, o Governo do Amapá realizou, nesta sexta-feira (14), uma ampla ação de saúde na Escola Estadual Quilombola Lagoa dos Índios, no bairro Goiabal. A iniciativa foi alusiva ao Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização, valorização e incentivo ao aleitamento materno.
A iniciativa ampliou o acesso da população a serviços de prevenção e promoveu um espaço de acolhimento e orientação, especialmente para mulheres, gestantes e mães. A programação incluiu rodas de conversa sobre amamentação e cuidados com o bebê, orientações sobre saúde materna e oficinas de exercícios pélvicos voltados aos períodos gestacional e pós-parto.
Os moradores também tiveram acesso a serviços de prevenção e cuidados em saúde. Foram disponibilizadas 400 vagas para exames oftalmológicos, sendo 200 no período da manhã e 200 à tarde, com encaminhamento para casos que necessitassem de atendimento especializado. A programação contou ainda com testes rápidos para sífilis (VDRL), hepatites B e C e HIV, além de vacinação contra a Influenza para adultos.
Mobilização estadual e suporte contínuo à amamentação
A realização da atividade na comunidade fez parte de um esforço contínuo da gestão estadual para sensibilizar as famílias e destacar que o leite materno é o alimento mais completo para o desenvolvimento infantil, além de prevenir doenças e fortalecer o sistema imunológico dos bebês.
A secretária adjunta de Assistência à Saúde, Macelir Kobayashi, destacou que o evento refletiu o empenho do Estado em levar informação qualificada e responsabilidade sobre o cuidado neonatal a todas as regiões.
"Hoje nós estamos num momento muito importante aqui na comunidade Lagoa dos Índios. É extremamente necessário sensibilizar as nossas puérperas e mãezinhas sobre a importância da amamentação com responsabilidade, o quanto isso é benéfico tanto para a mãe quanto para o bebê. Para garantir que isso se efetive, a coordenação estadual vem desenvolvendo um trabalho fundamental com palestras e cursos que sensibilizam essas mulheres para o cuidado com o recém-nascido, algo vital para os cidadãos amapaenses", afirmou a secretária adjunta.
A escolha da comunidade também reforça a estratégia de descentralização dos serviços. A responsável técnica estadual de Aleitamento Materno da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Darcyneide Dias, explicou que a rede estadual mantém suporte permanente para mulheres que precisam de orientação ou desejam doar leite materno.
Entre os serviços disponíveis está o Banco de Leite Humano (BLH), que também conta com postos de coleta no Hospital Estadual de Santana, na Maternidade Bem Nascer e no Hospital São Camilo. O atendimento pode ser realizado sem necessidade de agendamento prévio.
"A importância de estarmos descentralizando é porque é uma comunidade distante e precisamos levar os serviços principalmente para quem tem dificuldade de acesso. Hoje, o Estado possui vários serviços de apoio. A mãe que quer tirar dúvidas ou até doá-los [leite materno] consegue atendimento presencial ou via WhatsApp, inclusive com chamadas de vídeo com equipe especializada. Escolhemos a escola quilombola também para envolver os professores, que serão multiplicadores desse conhecimento em sala de aula”, explicou Darcyneide Dias.
A experiência das mães e o papel essencial da rede de apoio
A iniciativa foi recebida com entusiasmo pelos moradores, que aproveitaram a oportunidade para atualizar a caderneta de vacinas, realizar exames e compartilhar vivências sobre os desafios e triunfos da maternidade.
Para Vitória Lorena, de 27 anos, mãe do pequeno Bernardo Palheta, de 2 anos, que segue mamando, o acesso facilitado a exames e serviços no próprio bairro fez toda a diferença. Vitória relembrou que conseguiu manter a amamentação exclusiva até os seis meses graças à tranquilidade proporcionada pela estrutura familiar.
"O processo de amamentação nem todo mundo tem o privilégio de ter uma rede de apoio ou de conseguir amamentar. Eu tive o privilégio de amamentar só no peito durante os seis meses dele, antes da introdução alimentar. Para mim foi bem tranquilo porque tive minha mãe, meu marido, meu pai e meus irmãos apoiando. É muito bom ter essa ação aqui na comunidade, pois nem todos conseguem se deslocar para fora, e aqui hoje temos vacina e oftalmologista à disposição", relatou Vitória.
A presença da família no processo também foi destacada por Valdineia Ferreira, de 52 anos, mãe de Vitória e avó de Bernardo. Atuando como suporte direto da filha, ela reforçou que a informação sobre o valor nutricional e protetor do leite materno precisa circular entre todas as gerações.
"Achei muito gratificante trazer essa ação para a comunidade, porque é longe para nos deslocarmos ao centro. A importância do leite materno vale ouro para uma criança. Meu neto ainda mama e, quando ele fica dodói, o leite ajuda muito na imunidade e na nutrição. Só temos a agradecer ao Governo e à equipe por essa oportunidade”, comemorou Valdineia.
Onde buscar apoio na rede estadual
A rede estadual de saúde disponibiliza suporte contínuo para mulheres que enfrentam dificuldades na amamentação, oferecendo orientação especializada, manejo clínico e apoio no Banco de Leite Humano (BLH) e postos de coleta.
Mães que necessitarem de atendimento, orientação ou que desejem doar leite materno podem entrar em contato diretamente com o Banco de Leite Humano pelo WhatsApp (96) 9 8416-4400 para receber atendimento presencial ou à distância.
Secretaria de Estado da Comunicação
Sávio Almeida - Assessoria de Comunicação/Sesa
(96) 98115 0853
Fotos: Gabriel Maciel/Sesa
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