Sistemas integrados apontam novos caminhos para a produção animal na Amazônia durante a Expofeira 2026
Estande aproxima conhecimento técnico, sustentabilidade e empreendedorismo ao apresentar soluções que podem elevar a produtividade e criar novas oportunidades de negócios no campo.
Entre as novidades apresentadas nos corredores da Expofeira 2026, o estande do Amapá AgroSummit promoveu, nesta quinta-feira, 13, um painel sobre os novos caminhos para a produção animal na Amazônia. A programação convidou o público a conhecer alternativas capazes de integrar a criação animal, a agricultura e a preservação ambiental.
Instalado no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá, o espaço apresentou, de forma simples e acessível, como a inovação pode ajudar os produtores a aprimorar as atividades, gerar renda e fortalecer a economia local.
A proposta foi apresentar sistemas produtivos adaptados às características da região amazônica. Entre as práticas abordadas estão aquelas que integram lavoura, pecuária e floresta, possibilitando o melhor aproveitamento das propriedades, a recuperação de áreas e a diversificação da produção.
Para quem vive do campo, essas soluções podem representar redução de custos, aumento da produtividade e novas oportunidades de comercialização.
“Na Amazônia, estamos produzindo mais e melhor, em áreas menores, com equilíbrio ambiental e sustentabilidade. Somos referência na produção de carne bovina e bubalina, açaí, frutas e pescado, mas precisamos transformar esse potencial em renda e qualidade de vida para os produtores e para a população. Isso exige agregar valor à produção local, reduzir desperdícios e investir em tecnologias, como o robô para a colheita do açaí e os avanços na reprodução animal”, destacou o palestrante, doutor Thiago da Silva, da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT).
Mais do que apresentar técnicas, o estande funciona como um ponto de encontro. Produtores rurais, estudantes, pesquisadores, empresários e visitantes podem trocar experiências, esclarecer dúvidas e conhecer soluções aplicáveis a diferentes realidades.
“Participar de um evento dessa dimensão é muito importante para acompanhar o crescimento do agronegócio e da pecuária no Amapá, ampliar conhecimentos, criar conexões profissionais e prestigiar os professores que integram a programação”, afirmou Enzo Mayan Rodrigues, de 21 anos, estudante do 8º semestre de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera de Macapá.
A presença do projeto na Expofeira também amplia a visibilidade das iniciativas desenvolvidas na Amazônia. Em uma das maiores vitrines de negócios do Amapá, experiências locais ganham espaço para alcançar novos públicos e demonstrar que desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental podem caminhar lado a lado.
Para os empreendedores do setor, a feira oferece uma oportunidade de apresentar produtos e serviços, estabelecer contatos e acompanhar as transformações do mercado. Para os visitantes, o estande ajuda a mostrar que a produção animal envolve muito mais do que a criação: passa por tecnologia, planejamento, conhecimento científico e respeito à floresta.
Estudante do 8º semestre da Licenciatura em Educação do Campo, com formação nas áreas de Ciências Agrárias e Biologia, no campus Mazagão da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Fernanda Ires Carvalho ressaltou a contribuição dos painéis para a formação acadêmica.
“Participar desse circuito fortalece nossa formação e mostra as diversas possibilidades de atuação profissional nas áreas da Educação do Campo, das Ciências Agrárias e da Biologia”, afirmou.
Com informação acessível e diálogo direto, o espaço reforça o papel da Expofeira 2026 como um ambiente de inovação, formação acadêmica e incentivo ao empreendedorismo.
Talismã Comunicação
Fotos: Adriano Monteiro
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