Abelhas da Amazônia aproximam produção agrícola, biodiversidade e geração de renda na Expofeira 2026
Palestra no pavilhão AgroSummit destacou a importância das abelhas para a polinização e apresentou alternativas de produção e geração de renda além do mel
A diversidade de abelhas da Amazônia e o potencial da atividade para a produção agrícola e a bioeconomia foram apresentados em palestra realizada nesta quarta-feira (13), no pavilhão AgroSummit da Expofeira 2026. O encontro abordou a criação de abelhas, a importância da polinização para os cultivos e as possibilidades de geração de renda que vão além da comercialização do mel.
A professora do Instituto Federal do Amapá (Ifap) e doutora em Ciências Veterinárias, Caroline Pessoa, explicou que a Amazônia reúne milhares de espécies de abelhas, com características próprias e diferentes relações com a flora. Segundo ela, a escolha da espécie para criação deve levar em conta o objetivo da atividade e as condições de cada propriedade.
“A gente precisa trazer essa mentalidade da bioeconomia, da preservação, da conservação, de dar esse espaço. A abelha não precisa escolher entre preservar, produzir e conservar. Eu posso ter os dois”, destacou Caroline.
A polinização também foi apresentada como uma das principais contribuições das abelhas para a agricultura. Em áreas de produção, a presença desses insetos pode contribuir para o desenvolvimento e a qualidade dos frutos. No cultivo do açaí de terra firme, por exemplo, abelhas nativas sem ferrão estão entre os polinizadores que atuam nas áreas de produção.
Além da polinização, a criação de abelhas permite diversificar a produção com produtos como mel, cera, própolis e pólen, que podem ser utilizados na gastronomia, na indústria de cosméticos e em outros segmentos. A atividade também pode se integrar ao turismo ecológico, por meio de visitas a meliponários, experiências de degustação e contato com diferentes variedades de mel.
A palestra também despertou o interesse de criadores que buscam aprimorar e ampliar a atividade. Luiz Carlos, que iniciou a criação de abelhas sem ferrão após encontrar uma colônia de jataí em seu terreno, participou do encontro em busca de novos conhecimentos para aperfeiçoar o manejo e ampliar a produção.
“Eu saio daqui hoje da Expofeira com uma visão diferenciada em relação à criação de abelhas. Peguei um conhecimento prático sobre a expansão do que eu posso produzir hoje de meliponicultura dentro do meu terreno”, afirmou.
A programação da Expofeira 2026 segue até 16 de agosto, no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá. Considerado um dos principais espaços de negócios e oportunidades do estado, o evento reúne atividades voltadas ao agronegócio, à inovação, ao empreendedorismo e ao fortalecimento das cadeias produtivas do Amapá.
Talismã Comunicação
Dhiúlia Melo: (96) 98417-8807
Fotos: Adriano Monteiro
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