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‎Hip hop ganha espaço na Expofeira 2026 e reúne diferentes linguagens da cultura urbana

‎Festival no Palco AfroAmapá mostrou a força do movimento e reuniu artistas de diferentes gerações na noite de terça-feira, 11.

Por Lucas Mota
12/08/2026 07h53
Festival reuniu MCs, DJs, B-boys e B-girls na Expofeira 2026

No Dia Nacional do Hip Hop nesta terça-feira, 11, as batalhas tomaram conta do Palco AfroAmapá durante a Expofeira 2026, realizada pelo Governo do Estado. O festival reuniu MCs, DJs, B-boys e B-girls, em uma programação que apresentou ao público as diferentes linguagens do movimento.

‎Entre os participantes estavam MC Deeh, B Girl Jaqueline, Dif MC, Meio Kilo, FGO – Família Gueto da Orla, Ritmo Tucuju, Cotonete (Graffit), Santana Breaking, The Liberty Crew, CBC Crazy Bboys e Bgirls Crew, B Girl Emily, Master Máxima Crew, Pretogonista e Batalha da Rodovia.

‎A proposta de reunir diferentes elementos do hip hop em um único palco foi um dos pontos mais celebrados pelos artistas. Para o grafiteiro e MC Cotoneti, a oportunidade representa reconhecimento para uma cultura que possui uma trajetória construída no estado.‎

‎“Pude ver vários elementos dentro desse palco: MC, DJ, B-boy e grafiteiro. É uma satisfação muito grande porque isso dá destaque para o nosso movimento do Amapá. Também foi maravilhoso reencontrar amigos da velha linha que voltaram a ter espaço para se apresentar. Isso é reconhecimento cultural para cada um de nós”, destacou.

Grafiteiro e MC Cotoneti celebra a oportunidade e o reconhecimento do hip hop

‎O espaço aproximou artistas e público. Para o violinista André Barreto, a iniciativa ajuda a valorizar uma cultura rica e vasta e permite que mais pessoas conheçam o trabalho desenvolvido pelos artistas do hip hop.‎

‎A programação também evidencia o caráter coletivo do movimento. O Grupo Shammah, por exemplo, nasceu em 2009 como grupo de break e, ao longo dos anos, incorporou novas linguagens.

Este ano, o coletivo trouxe ao palco uma apresentação com o tema “Mulher Preta no Hip Hop”, com participação feminina em uma expressão cultural historicamente marcada pela presença masculina.

Grupo Shammah trouxe ao palco uma apresentação com o tema 'Mulher Preta no Hip Hop'

‎Emilly Karina Diniz, integrante do grupo, fala sobre o sentimento de se apresentar na Expofeira.

"É muito importante porque é uma oportunidade para mostrar a nossa cultura e deixar as pessoas conhecerem o nosso trabalho”, explicou.‎

‎Outro destaque da noite foi o CBC - Crazy Bboys e Bgirls Crew, grupo da Zona Norte de Macapá, fundado em 2011. Com mais de 25 integrantes, o coletivo desenvolve atividades sociais sem fins lucrativos e reúne crianças, jovens e adultos em ações ligadas à dança e à cultura hip hop.

‎Para Erick Françoá, a presença na Expofeira ajuda a apresentar ao público a diversidade de linguagens do hip hop

‎Para Erick Françoá, coordenador, a presença na Expofeira ajuda a apresentar ao público a diversidade de linguagens que compõem o movimento.

‎“É de extrema importância trazer todos os elementos juntos. Assim, conseguimos mostrar para as famílias a nossa cultura. O hip hop já foi muito marginalizado, mas hoje também é reconhecido como trabalho cultural e profissional. Nosso grupo atende crianças, jovens e adultos, e cada aluno pode se tornar monitor e multiplicar esse conhecimento”, contou.

‎A noite mostrou que a Expofeira 2026 é espaço para todas as linguagens, todos os públicos e todas as formas de expressão da arte amapaense.

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ÁREA: Cultura