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Urgência, emergência ou atendimento especializado? Governo do Amapá orienta população sobre onde buscar assistência na rede estadual

Informação sobre o perfil de cada unidade ajuda a população a procurar o serviço adequado e contribui para organizar o fluxo de atendimento na rede pública de saúde

Por Karla Marques
11/08/2026 16h26
No Amapá, o Governo do Estado mantém diferentes portas de entrada para assistência a saúde

Saber qual serviço de saúde procurar diante de um problema é importante para garantir atendimento no tempo adequado e contribuir para o funcionamento da rede pública. No Amapá, o Governo do Estado mantém diferentes portas de entrada para assistência, com unidades destinadas a atendimentos de atenção básica, urgência e emergência, atendimento materno-infantil e serviços especializados.

A orientação é que a população observe a gravidade do quadro antes de procurar um hospital. Situações de menor complexidade podem ser resolvidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), enquanto casos graves e que necessitam de atendimento hospitalar devem ser direcionados às unidades de referência.

é preparado para receber casos de urgência e emergência, principalmente aqueles que precisam de avaliação e intervenção hospitalar com riscos eminente de morte ou alta complexidade

No Hospital de Emergência (HE), em Macapá, são atendidos casos de urgência e emergência. A unidade é porta aberta e referência para situações que necessitam de assistência hospitalar imediata. Em junho, levantamento realizado pela Sesa apontou uma média diária de mais de 150 atendimentos classificados como de pouca urgência, que poderiam ser resolvidos nas UPAs ou na atenção básica. Em 15 dias, esse volume chegou a aproximadamente 2,2 mil atendimentos.

Segundo o diretor do HE, Djalma Guedes, utilizar cada serviço de acordo com sua finalidade contribui para reduzir o tempo de espera e melhorar o atendimento aos pacientes que realmente necessitam de assistência hospitalar, como acidentes graves, AVC, infarto, dificuldades respiratórias, hemorragias, convulsões, queimaduras graves, intoxicação, picadas de animais peçonhentos, traumas. 

“O Hospital de Emergência é preparado para receber casos de urgência e emergência, principalmente aqueles que precisam de avaliação e intervenção hospitalar com riscos eminente de morte ou alta complexidade. Quando situações de menor complexidade são direcionadas para as unidades adequadas, conseguimos organizar melhor o fluxo e garantir mais agilidade para os pacientes que precisam de atendimento de maior complexidade”, explica Djalma.

Casos leves como febre, dor de cabeça comum, pressão arterial levemente alterada, curativos simples, troca de sondas, renovação de receitas, diarreia sem desidratação, gripes e resfriados devem ser atendidos nas unidades básicas de Saúde o Unidades de Pronto atendimento. 

Quando chamar o Samu 192?

Em situações graves, em que há risco à vida ou necessidade de atendimento pré-hospitalar, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192.

Em situações graves, em que há risco à vida ou necessidade de atendimento pré-hospitalar, a orientação é acionar o Samu

O serviço conta com equipes preparadas para realizar o primeiro atendimento ainda no local da ocorrência e, quando necessário, fazer o transporte do paciente para uma unidade de referência. A Central de Regulação das Urgências avalia as informações fornecidas durante a ligação e orienta a conduta adequada.

Entre as situações que podem exigir acionamento do Samu estão casos de perda de consciência, dificuldade para respirar, dor intensa no peito, convulsões, acidentes com vítimas, traumas graves e outras ocorrências que apresentem risco à vida.

O diretor do Samu, Elso Gemaque, reforça que a ligação para o 192 deve ser feita principalmente quando a pessoa necessita de atendimento de urgência e não tem condições de chegar com segurança a uma unidade de saúde.

“O Samu deve ser acionado quando existe uma situação de urgência ou emergência que precisa de atendimento pré-hospitalar. A equipe recebe as informações, faz a avaliação inicial e define a melhor conduta para aquele paciente. É importante que, ao ligar para o 192, a população mantenha a calma e informe corretamente o endereço e as condições da vítima”, orienta Elso.

O Governo do Amapá também vem trabalhando na qualificação dos profissionais envolvidos na regulação das urgências, com foco na padronização de protocolos e na organização da Rede de Atenção às Urgências.

Atendimento à mulher e assistência obstétrica

O Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML) é referência estadual para atendimento materno-infantil e recebe mulheres que necessitam de assistência relacionada à gestação, parto, pós-parto e situações ginecológicas, tais como: sangramento intenso, fortes dores na pelve e violência sexual. A unidade também é referência para a neonatologia, ou seja, bebês nascidos até 29 dias.

O Hospital da Mulher Mãe Luzia é referência estadual para atendimento materno-infantil e recebe mulheres que necessitam de assistência relacionada à gestação, parto, pós-parto e situações ginecológicas

Gestantes que apresentem sinais de alerta devem procurar atendimento imediatamente, principalmente diante de situações como sangramento, perda de líquido, contrações regulares, dor intensa ou outros sintomas que possam indicar uma intercorrência durante a gestação.

A unidade também recebe casos encaminhados de outros serviços da rede, de acordo com a necessidade clínica e os fluxos assistenciais estabelecidos.

Para a diretora do HMML, Cristiane Barros, conhecer o perfil da unidade ajuda a mulher a procurar atendimento no momento adequado.

“O Hospital da Mulher Mãe Luzia é uma unidade de referência para assistência à saúde da mulher e da criança, especialmente nos atendimentos relacionados à gestação, ao parto e às situações que necessitam de acompanhamento hospitalar. A orientação é que a gestante procure atendimento diante de qualquer sinal de alerta e siga as orientações recebidas durante o pré-natal”, destaca Cristiane.

A unidade é considerada a principal referência materno-infantil do estado e passa por ações de reorganização do fluxo assistencial. 

E quando o atendimento é especializado?

Nem todos os problemas de saúde precisam ser resolvidos em uma emergência. Consultas com especialistas, exames e procedimentos de maior complexidade seguem fluxos específicos dentro da rede estadual e, em muitos casos, dependem de encaminhamento e regulação.

O Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (HCAL), por exemplo, concentra serviços especializados e atende pacientes encaminhados conforme as necessidades clínicas e os fluxos estabelecidos pela rede.

Por isso, quem apresenta uma condição que não representa uma urgência deve procurar inicialmente a unidade de atenção básica de referência. A equipe pode avaliar o quadro, solicitar exames, iniciar o tratamento e, quando necessário, encaminhar o paciente para um especialista.

Qual serviço procurar?

UBS: indicada para acompanhamento de rotina, consultas, vacinação, prevenção, acompanhamento de doenças crônicas e problemas de saúde de menor complexidade.

Procurar a UPA em situações de urgência de menor complexidade que precisam de atendimento no mesmo dia, mas que não necessariamente exigem estrutura hospitalar

UPA: indicada para situações de urgência de menor complexidade que precisam de atendimento no mesmo dia, mas que não necessariamente exigem estrutura hospitalar.

Hospital de Emergência: referência para casos de urgência e emergência que necessitam de atendimento hospitalar.

Samu 192: deve ser acionado em situações de urgência e emergência com necessidade de atendimento pré-hospitalar, especialmente quando há risco à vida ou dificuldade para transportar o paciente com segurança.

Hospital da Mulher Mãe Luzia: referência para assistência materno-infantil, incluindo atendimento obstétrico e situações relacionadas à gestação e ao parto. Urgências obstétricas e ginecológicas.

HCAL: concentra atendimentos e procedimentos especializados, conforme os fluxos de encaminhamento e regulação da rede.

A definição da porta de entrada adequada contribui para que cada paciente seja atendido no serviço compatível com sua necessidade. Para a Sesa, a utilização correta da rede também ajuda a reduzir a sobrecarga nas unidades hospitalares e melhora a organização do atendimento à população.

A orientação é que, diante de sintomas leves ou problemas de saúde que não representem risco imediato, o cidadão procure a atenção básica. Já em situações graves, deve buscar atendimento de urgência ou acionar o Samu 192, conforme a condição apresentada.

Secretaria de Estado da Comunicação

Karla Marques (96) 99119 2467

Assessora de Comunicação da Sesa

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ÁREA: Saúde