Nas mãos dos artesãos, a madeira ganha novas histórias na Expofeira 2026
Móveis, brinquedos e objetos de decoração feitos à mão revelam o trabalho de quem encontrou no artesanato uma profissão e uma forma de manter tradições familiares.
Quem passa pelos espaços de artesanato da Expofeira 2026 encontra móveis, brinquedos e objetos de decoração feitos de madeira. Mas, por trás de cada peça, existe uma história diferente. São anos de aprendizado, trabalho em família e criatividade, para transformar a matéria-prima em produtos que chegam às casas de diferentes consumidores.
Maria da Silva Teixeira começou a trabalhar com móveis rústicos há cinco anos. Aposentada, ela aprendeu o ofício com o esposo e encontrou no artesanato uma nova atividade para ocupar o tempo e continuar produzindo.
O aprendizado aconteceu dentro de casa e, aos poucos, Maria passou a colocar em prática as técnicas que aprendeu. Hoje, suas peças fazem parte da produção apresentada ao público durante a Expofeira.
Uma história mais antiga é contada por Delma do Socorro. Há mais de 20 anos, ela trabalha com móveis rústicos e explica que a relação com o artesanato começou na própria família.
O conhecimento foi sendo construído no dia a dia, com cada pessoa contribuindo de uma maneira.
“Um vai fazendo uma coisa e o outro, outra”, conta Delma, ao explicar como funciona o trabalho familiar.
A produção artesanal permite que cada peça tenha características próprias. O acabamento, o formato e até os detalhes podem variar, fazendo com que o produto tenha uma identidade diferente daqueles fabricados em grande escala.
Décadas transformando a madeira
No caso de Manasses Monteiro, a experiência com a madeira já soma 39 anos. À frente da Casa da Invenção, ele transformou o material em diferentes tipos de produtos ao longo das décadas.
Da madeira saem peças de decoração, utilitários e brinquedos. O trabalho exige conhecimento, criatividade e cuidado em cada etapa da produção.
Para Manasses, a experiência acumulada ao longo dos anos também permite criar produtos que atendem a diferentes públicos e necessidades.
Artesanato também movimenta os negócios
Além de preservar técnicas e conhecimentos, o artesanato representa uma oportunidade de geração de renda para quem vive da atividade. A participação em eventos como a Expofeira aproxima os artesãos dos consumidores e permite que o público conheça diretamente quem está por trás das peças.
O mercado de móveis rústicos e produtos artesanais também valoriza peças com características próprias, especialmente aquelas que podem ser utilizadas na decoração de casas, estabelecimentos comerciais e espaços de lazer.
Outro ponto importante é a origem da madeira utilizada na produção. A utilização de matéria-prima de procedência legal é fundamental para que a atividade seja desenvolvida de maneira responsável e para evitar que o consumo incentive a exploração irregular das florestas principalmente da nossa região.
Na Expofeira, as peças expostas mostram que a madeira pode ganhar diferentes formas quando passa pelas mãos de quem conhece o ofício. Para esses artesãos, cada móvel, brinquedo ou objeto representa não apenas um produto, mas também parte de uma história construída com trabalho, aprendizado e tradição.
Texto e fotos:
Keila Góes - Secom/Talismã Comunicação - (96) 98131-2521
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