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VALORIZAÇÃO INDÍGENA

Ancestralidade e cultura indígena ganham espaço na Expofeira 2026

Povos indígenas apresentam artesanato, pinturas corporais e tradições culturais em espaço dedicado à valorização de suas histórias e identidades

Por Bianck Bastos
09/08/2026 17h56
As etnias do norte do Amapá Galibi-Marworno, Palikur, Karipuna, Tiriyó, Kaxuyana, Wayana e Apalai estão presentes na maloca indígena, espaço pensado para valorizar e evidenciar a cultura dos originários

Pelo terceiro ano consecutivo, os povos indígenas marcam presença na Expofeira 2026, levando ao público um pouco de suas histórias, tradições e conhecimentos ancestrais. No Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá, a Maloca dos Povos Indígenas reúne representantes de diferentes etnias, que também encontram no evento uma oportunidade para apresentar e comercializar seus produtos.

Entre os povos presentes estão Galibi-Marworno, Palikur, Karipuna, Tiriyó, Kaxuyana, Wayana e Apalai, com representantes vindos de diferentes comunidades do Amapá. O espaço está localizado ao lado do Açaídromo e recebe visitantes interessados em conhecer mais de perto a cultura indígena.

Nos estandes, os visitantes encontram peças de artesanato, como brincos de penas, acessórios produzidos com elementos naturais e outros objetos confeccionados de forma artesanal. As tradicionais pinturas corporais feitas com jenipapo também fazem parte da experiência oferecida ao público.

Pintura corporal com jenipapo é uma das tradições compartilhadas com os visitantes.

Dentro da programação do evento, a cada ano diversas etnias têm a oportunidade de comercializar seus produtos. Para a jovem empreendedora Zaniele Forte, de 24 anos, da etnia Galibi-Marworno, do município de Oiapoque,  participar de mais uma edição representa a valorização e inclusão social dos povos originários.

Zaniele Forte e sua mãe Maria Forte

“Era bem difícil para os povos indígenas estarem nesses eventos, e é uma honra para a gente estarmos aqui para mostrar um pouco da nossa cultura e da nossa tradição através das nossas peças. Ficamos felizes de termos esse espaço para mostrar para as pessoas que nossas peças têm um importante significado ancestral passados de geração em geração”, comentou a jovem, também técnica em radiologia.

Além da comercialização dos produtos, a presença indígena na Expofeira também ganha força por meio das apresentações culturais. Nos últimos dias do evento, diferentes etnias devem apresentar ao público a dança do Turé, uma das tradições presentes nas comunidades indígenas do Amapá.

Para os povos participantes, ocupar esse espaço significa manter vivas suas tradições, compartilhar conhecimentos e aproximar a cultura indígena de pessoas que nem sempre têm a oportunidade de conhecer essas manifestações de perto.

Peças artesanais produzidas pelos povos indígenas são apresentadas e comercializadas na feira.

A participação também representa uma oportunidade de geração de renda para as comunidades, fortalecendo o trabalho dos artesãos e empreendedores indígenas e valorizando produtos que carregam a identidade e a ancestralidade dos povos tradicionais do Amapá.

Secretaria de Estado da Comunicação

Bianck Bastos: (96) 99117-8858

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