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Dia Mundial das Hepatites Virais reforça importância da prevenção e do diagnóstico precoce para evitar complicações da doença

Centro de Referência em Doenças Tropicais oferece testagem gratuita, atendimento especializado e tratamento integral pelo SUS para pacientes com hepatites virais

Por Karla Marques
28/07/2026 18h18
Governo reforça a importância da prevenção, da vacinação, da testagem e do diagnóstico precoce como estratégias fundamentais para reduzir novos casos

As hepatites virais continuam sendo um importante desafio para a saúde pública por, muitas vezes, evoluírem de forma silenciosa e só serem descobertas quando já provocaram danos graves ao fígado. No Dia Mundial das Hepatites Virais, celebrado nesta terça-feira, 28 de julho, o Governo do Amapá lembra da importância da prevenção, da vacinação, da testagem e do diagnóstico precoce como estratégias fundamentais para reduzir novos casos e evitar complicações da doença.

No estado, o atendimento especializado é realizado pelo Centro de Referência em Doenças Tropicais (CRDT), que oferece gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) testagem rápida, consultas com infectologistas, acompanhamento multiprofissional, exames para confirmação do diagnóstico, monitoramento clínico e fornecimento dos medicamentos indicados para cada paciente.

Segundo a infectologista Natássia de Sá Rêgo, as hepatites virais são infecções causadas pelos vírus das hepatites A, B, C, D e E. Entre elas, as hepatites B e C exigem atenção especial por poderem se tornar crônicas.

"Elas são consideradas um problema de saúde pública porque atingem muitas pessoas e, principalmente nos casos das hepatites B e C, podem evoluir para cirrose hepática e câncer de fígado quando não são diagnosticadas e tratadas precocemente", explica a médica.

A especialista destaca que os sintomas variam conforme o tipo da doença. Na fase aguda, mais comum na hepatite A, o paciente pode apresentar febre, náuseas, vômitos e icterícia, caracterizada pelo amarelamento da pele e da parte branca dos olhos. Já as hepatites B e C costumam permanecer sem sintomas por muitos anos.

"Na fase crônica, elas podem ser consideradas doenças silenciosas. Muitas vezes, os sinais aparecem apenas quando o paciente já desenvolveu cirrose ou outras complicações", alerta Natássia.

As formas de transmissão também diferem entre os tipos de hepatite. A hepatite A é transmitida principalmente por alimentos ou água contaminados, enquanto as hepatites B e C podem ser adquiridas por relações sexuais desprotegidas e pelo contato com sangue contaminado, como no compartilhamento de agulhas, seringas, alicates de unha ou equipamentos utilizados em tatuagens e piercings sem a devida esterilização.

Para reduzir os riscos de infecção, a médica reforça que a vacinação é a principal forma de prevenção contra as hepatites A e B. Além disso, recomenda o uso de preservativos nas relações sexuais e orienta que objetos perfurocortantes sejam sempre descartáveis ou devidamente esterilizados, sem compartilhamento.

No CRDT, todas as pessoas atendidas realizam gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C, além de HIV e sífilis. Quando o resultado apresenta alteração, o paciente é encaminhado imediatamente para avaliação especializada.

Natássia de Sá Rêgo, infectologista

"O paciente passa pela confirmação do diagnóstico com exames específicos, como a carga viral. Se a infecção for confirmada, ele permanece em acompanhamento no CRDT, realiza exames, recebe as medicações gratuitamente e tem o tratamento monitorado por uma equipe especializada", explica a infectologista.

A médica ressalta que qualquer pessoa pode procurar a testagem, independentemente da idade ou do histórico de exposição.

"Não existe um perfil específico de paciente. Toda pessoa deve fazer o teste rápido em algum momento da vida. Existem grupos mais vulneráveis, mas qualquer pessoa pode estar exposta ao risco. No caso da hepatite C, a recomendação é que pessoas com mais de 40 ou 45 anos realizem o teste pelo menos uma vez", orienta.

Atualmente, o SUS oferece tratamento gratuito para as hepatites virais. Enquanto a hepatite B possui medicamentos capazes de controlar a doença, a hepatite C apresenta elevados índices de cura com as terapias disponíveis.

"A hepatite C é um grande sucesso do tratamento. A maioria dos pacientes consegue a cura. Por isso, o diagnóstico precoce faz toda a diferença para evitar que a doença evolua para formas mais graves", destaca Natássia.

Como mensagem para o Dia Mundial das Hepatites Virais, o CRDT reforça que a população não deve esperar o surgimento de sintomas para procurar atendimento.

"A principal orientação é fazer o teste. Aproveite qualquer oportunidade em uma unidade de saúde, solicite a testagem e cuide da sua saúde. Quando o diagnóstico é feito cedo, as chances de sucesso no tratamento são muito maiores", conclui a infectologista.

Secretaria de Estado da Comunicação

Karla Marques (96) 99119 2467

Assessora de Comunicação da Saúde 

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ÁREA: Saúde