Governador Clécio entrega a 48ª escola reconstruída e ampliada pela gestão no Amapá: ‘lugar de conhecimento, de qualificação, e de alegria’
Pioneira, a Escola Estadual Antônio Cordeiro Pontes, em Macapá, foi modernizada e contará com um museu e retorno de cursos profissionalizantes.
Na terça-feira, 30, o governador Clécio Luís entregou a 48ª unidade de ensino reconstruída e ampliada pela gestão. A Escola Estadual Antônio Cordeiro Pontes, unidade histórica localizada na Av. FAB, Centro de Macapá, foi modernizada para fortalecer o ensino de estudantes e ganhou um museu dedicado ao acervo da antiga Escola Industrial, um ato de respeito à história do Amapá.
Na inauguração, o governador evidenciou a importância histórica da reinauguração da tradicional escola e o retorno da oferta de cursos profissionalizantes na unidade de ensino: serão oferecidos cursos de mecânica automotiva e vestuário (modelagem e design).
“É uma escola do começo do ex-Território Federal, construída pelo primeiro governador, que alterou o modelo de educacional e hoje estamos devolvendo como uma escola profissionalizante, reconstruída e ampliada. Esta será uma das escolas que ofertarão uma série de capacitações. Com isso, vamos aumentar a empregabilidade, com chances de conquistar empregos bons e ,quem sabe, até imediatos. A escola tem que ser lugar de conhecimento, de qualificação, de edificação e de alegria”, afirmou Clécio Luís.
Em três anos e meio, a gestão já realizou 110 trabalho de revitalização em escolas de todo o Amapá, outras 48 foram construídas ou reconstruídas e mais 18 estão prontas para a reinauguração. A educação é uma das áreas prioritárias do Governo do Estado, sendo a reestruturação da rede física uma das diretrizes do fortalecimento desta área.
Nova estrutura
A obra, que contou com cerca de R$ 15 milhões em investimentos do Tesouro Estadual, garantiu a ampliação do prédio, requalificação das salas de aula, renovação completa da rede elétrica e do sistema de iluminação, solucionando falhas recorrentes na climatização que prejudicavam o desempenho escolar.
“Esse foi um momento muito aguardado por todos nós, alunos, e estamos comemorando essa entrega histórica. Quero agradecer ao Governo do Estado por acreditar que investir na nossa educação é investir no futuro do Amapá”, agradeceu a estudante Carolina Lima de Almeida.
As 17 salas receberam melhorias em suas estruturas físicas. Houve a construção de mais um bloco com 3 laboratórios, 3 salas para aplicação técnica e o museu dos equipamentos que foram utilizados na Escola Industrial. Os ambientes também receberam novos pisos, janelas de vidro, pintura e quadros modernos, proporcionando mais conforto para estudantes e professores.
Atualmente são cerca de 840 alunos matriculados na unidade de ensino, do 9º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio, atendendo estudantes que moram em todos os bairros do município de Macapá e outros de Santana, incluindo ainda distritos e comunidades quilombolas, como Curiaú, Ilha Redonda, Curralinho, Coração e Quilômetro 9.
Um dos diferenciais do projeto é o resgate cultural: o muro lateral e outras áreas do prédio receberam uma pintura artística especial, com cores e formas inspiradas na arte dos povos originários.
“A entrega entra para o nosso livro de memórias porque a escola está sendo entregue reconstruída, com espaços excelentes para os nossos alunos, junto a um bom trabalho dos servidores. É fundamental o incentivo do Governo à educação, porque são daqui os jovens que estarão nas universidades e ocupando cargos públicos”, evidenciou o ex-aluno Josué Victor.
Histórico da Escola
A Escola Estadual Antônio Cordeiro Pontes faz parte da história do Amapá. Criada em 1º de dezembro de 1949, ela foi denominada de Escola Profissional Getúlio Vargas; um ano depois passou a ser a Escola Industrial de Macapá, voltada para a formação em artes industriais, no período de 1950 a 1964. Em 1965 foi definido o nome Ginásio de Macapá (GM), passando a ofertar também outros cursos profissionalizantes, como técnicas agrícolas, técnicas comerciais e administração para o lar. Essa configuração seguiu até 1972, com o ensino voltado exclusivamente para o público masculino.
A partir de 1973, em virtude da Lei 6.569/71, houve uma nova estruturação no ensino ofertado, e o Ginásio de Macapá passou a admitir alunos de ambos os sexos, se adaptando à nova demanda. Em 1976, a unidade implantou o 2° grau, sofrendo novas alterações nos anos seguintes, como a implementação do Curso de Habilitação Básica em Mecânica. Já em 1979, o Ginásio de Macapá passou a denominar-se Escola Integrada de Macapá.
Em 3 de setembro de 2007, a instituição recebeu seu atual nome, Escola Estadual Antônio Cordeiro Pontes, seguindo a oferta de ensino fundamental e médio. Atualmente, a escola passa por um processo de transição para ofertar somente ensino médio.
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