‘Realizei o sonho da minha família de comprar uma casinha’, diz agricultor beneficiado pelo Floresta+ durante Jornada Ambiental em Pedra Branca
O agricultor Gregório Silva, de 52 anos, morador da comunidade de Cachorrinho, afirma que o pagamento ambiental pela conservação da floresta trouxe novas oportunidades para a família.
A realização do sonho da casa própria chegou de forma inesperada para o agricultor familiar Gregório Silva, de 52 anos, morador da comunidade Cachorrinho, distante cerca de 12 quilômetros da sede de Pedra Branca do Amapari. Contemplado pelo Projeto Floresta+ Amazônia, ele conta que o recurso recebido por meio do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) ajudou a transformar a vida da família e a garantir novas oportunidades para os filhos.
Entre escutas e atendimentos, a 6ª Jornada Ambiental — ação integrada promovida pelo Governo do Amapá e coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) — também revela histórias de superação, esperança e conquistas de agricultores que, ao acessarem serviços ambientais, regularização e políticas públicas, estão transformando suas realidades.
O agricultor foi o primeiro a chegar, às 5h da manhã, no Centro de Convenções do município, local da ação, em busca de atendimento. Pai de dois filhos e trabalhador da agricultura familiar, Gregório procurou emitir o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) e consultar informações sobre a segunda parcela do Projeto Floresta+ Amazônia.
“Graças a essas ações que vêm até nós, consegui emitir meu CAR, o CAF e ainda me inscrever no Floresta+. Recebi a primeira parcela no ano passado e realizei o sonho da minha família, que era comprar uma casinha aqui na cidade de Pedra Branca. Agora minha filha mais velha, de 20 anos, pôde vir estudar na cidade porque temos uma casa para morar aqui. Isso é uma alegria muito grande pra gente, que antes não tinha condições”, contou Gregório, emocionado.
Segundo o agricultor, antes da chegada das ações itinerantes do Governo do Estado, o acesso aos serviços ambientais e programas de incentivo era mais difícil para quem vive em comunidades afastadas. Hoje, a realidade começa a mudar com a presença das equipes diretamente nas localidades rurais.
A secretária de Estado do Meio Ambiente, Taísa Mendonça, enfatizou que a Jornada Ambiental alcança seus objetivos quando o acesso e o desenvolvimento aliado à conservação chegam a quem mais precisa, pois a presença efetiva nas comunidades mais distantes fortalece a inclusão social no campo e o aquecimento da cadeia produtiva.
“Nosso compromisso é garantir que essas políticas públicas cheguem a quem mais precisa. Quando ouvimos histórias como a do Gregório, percebemos que estamos no caminho certo, levando dignidade, oportunidades e desenvolvimento sustentável para as famílias rurais do Amapá”, destacou a gestora.
Benefícios do Cadastro Ambiental Rural
Com a validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), os agricultores passam a ter acesso a linhas de crédito e programas de incentivo, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Plano Safra, além de iniciativas do Projeto Floresta+ Amazônia, por meio do PSA, que varia de R$ 1,5 mil a R$ 28 mil ao ano. Os valores são pagos diretamente a proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que contribuem para a conservação do meio ambiente.
O coordenador local do Projeto Floresta+ Amazônia, Alan Diego, destacou que histórias como a de Gregório demonstram como as políticas ambientais também promovem transformação social e melhoria da qualidade de vida das famílias rurais.
“O Floresta+ vai muito além da conservação ambiental. Quando o agricultor recebe esse incentivo, ele consegue investir na propriedade, melhorar a renda e até realizar sonhos, como aconteceu com o seu Gregório. Isso mostra que preservar a floresta também gera dignidade e oportunidades para quem vive da agricultura familiar”, ressaltou Alan Diego.
Projeto Floresta+ Amazônia
O Floresta+ Amazônia é uma iniciativa do Governo Federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com recursos do Fundo Verde para o Clima, além do apoio do Governo do Amapá e das prefeituras. A coordenação local no estado conta com uma equipe formada por três agentes técnicos que atuam vinculados à Sema.
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