Médico intensivista orienta sobre casos de pneumonia no Hospital Estadual de Santana
Hospital de Santana reforça alerta para sinais de agravamento de doenças respiratórias e aumento dos atendimentos pediátricos.
Com o aumento das chuvas e da circulação de vírus respiratórios no Amapá, o Governo do Estado reforça as orientações para prevenção e identificação precoce de doenças respiratórias, principalmente entre crianças e idosos, públicos mais vulneráveis às complicações neste período sazonal.
No Hospital Estadual de Santana, referência em atendimento de urgência e emergência na região, os números já demonstram crescimento expressivo dos casos respiratórios pediátricos nos primeiros meses de 2026. Dados do censo da unidade apontam aumento contínuo nos atendimentos relacionados à pneumonia, bronquiolite, asma e infecções respiratórias.
Somente na Sala de Decisão Clínica Pediátrica, os atendimentos saltaram de 47 casos, em janeiro, para 194 registros em abril deste ano, o maior número do quadrimestre. Entre os principais diagnósticos estão pneumonia, que chegou a 138 casos em abril, além de broncopneumonia e bronquiolite.
Na Sala Amarela Pediátrica, utilizada para pacientes com necessidade de maior observação e suporte, abril também apresentou crescimento significativo, com 76 atendimentos respiratórios registrados no mês.
Já os atendimentos na Sala Vermelha Pediátrica, destinados aos casos mais graves, registraram aumento entre janeiro e março, incluindo pacientes com pneumonia, bronquiolite e broncopneumonia que necessitaram de suporte intensivo.
Segundo o médico intensivista Rafael Coutinho, do Hospital Estadual de Santana, o período chuvoso favorece a disseminação dos vírus, principalmente por coincidir com o período letivo e com a maior aglomeração de crianças em ambientes fechados.
“As doenças respiratórias têm um pico nesse período porque as pessoas acabam ficando mais aglomeradas. As crianças, principalmente no ambiente escolar, acabam funcionando como vetores desses vírus. Elas têm alta receptividade às infecções e, apesar de a maioria evoluir bem, quando agravam, o quadro pode evoluir muito rápido”, explicou o profissional.
O especialista alerta que muitos quadros têm apresentado evolução acelerada, com agravamento em poucos dias.
“Às vezes, a criança começa os sintomas e, em três dias, já apresenta uma lesão pulmonar extensa, derrame pleural e necessidade de procedimentos invasivos. Por isso, a identificação precoce é fundamental”, destacou Rafael Coutinho.
O médico ressalta ainda que os pais precisam observar mudanças no comportamento da criança, que costumam surgir antes mesmo do desconforto respiratório.
“A criança que para de brincar, fica quietinha, não quer comer, apresenta febre persistente, vômitos, sonolência excessiva ou dificuldade para beber água já demonstra sinais de alerta. Muitas vezes, os pais percebem essas mudanças antes mesmo do profissional de saúde”, afirmou.
Quando procurar atendimento
Os primeiros sintomas gripais devem ser avaliados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), principalmente em casos leves, como coriza, tosse e febre baixa.
“Os quadros mais simples podem ser acompanhados nas UBSs. O importante é observar a evolução da criança nos próximos dias. Persistência da febre, dificuldade para se alimentar, vômitos, prostração e sinais de desidratação já indicam necessidade de avaliação hospitalar”, orientou o intensivista.
Entre os sinais de alerta que exigem atendimento imediato estão.
- dificuldade para respirar;
- respiração acelerada;
- febre persistente;
- sonolência excessiva;
- recusa alimentar;
- vômitos frequentes;
- chiado no peito;
- lábios arroxeados;
- redução da urina;
- prostração intensa.
Estrutura reforçada
Para garantir assistência mais rápida e segura, o Hospital Estadual de Santana conta com salas específicas para atendimento de pacientes com síndromes respiratórias, incluindo Sala Amarela e Sala Vermelha Pediátrica, com equipes preparadas para identificar precocemente os casos com potencial de agravamento.
“Hoje nós temos uma estrutura diferenciada para atendimento desses pacientes. Em 18 anos atuando no estado, nunca vi uma estrutura como a que temos atualmente, com capacidade técnica, acolhimento e segurança para tratar nossos pacientes”, relatou Rafael Coutinho.
Cuidados e prevenção
Entre as principais orientações para reduzir os casos de síndromes gripais estão manter a vacinação atualizada, reforçar a hidratação, evitar exposição à chuva e mudanças bruscas de temperatura, além da higienização frequente das mãos.
Também é recomendado evitar ambientes fechados e aglomerações durante o período de maior circulação viral, especialmente entre crianças menores de 5 anos, idosos e pessoas com comorbidades.
Outra recomendação importante é não levar crianças gripadas para a escola.
“Identificou que a criança está resfriada, com sintomas gripais, o ideal é mantê-la em casa para evitar a disseminação dos vírus. A prevenção continua sendo a melhor forma de evitar agravamentos”, reforçou o médico intensivista.
Dados do comparativo histórico do Hospital Estadual de Santana mostram que os atendimentos pediátricos respiratórios seguem em crescimento desde o início do ano, reforçando o alerta das equipes de saúde para o período sazonal.
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