Governo do Amapá reforça assistência pediátrica diante do aumento de síndromes gripais no período chuvoso
Hospital da Criança e do Adolescente registrou em março e abril, mais de 2,5 mil casos das doenças respiratórias em relação ao mesmo período do ano passado; aumento de aproximadamente 107,3%.
O período de chuvas intensas no Amapá tem refletido diretamente no aumento dos casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), principalmente entre crianças, público mais vulnerável às complicações respiratórias. Para garantir assistência especializada e ampliar a capacidade de atendimento, o Governo do Amapá fortaleceu a rede pediátrica estadual com a entrega do novo Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), em Macapá, que hoje conta com 193 leitos e estrutura moderna voltada ao atendimento infantojuvenil.
Dados do Núcleo de Epidemiologia do HCA apontam que, nos meses de março e abril deste ano, foram registrados 2.572 casos de Síndrome Gripal e 216 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. No mesmo período de 2025, foram registrados 1.241 casos de SG e 284 de SRAG. Aumento foi de aproximadamente 107,3% em relação ao mesmo perído do ano passado.
A diminuição dos casos de SRAG este ano ocorre devido, principalmente, à vacinação que a unidade tem ministrado aos recém-nascidos prematuros e crianças de até 2 anos com comorbidades, a Nirsevimabe.
“O período de maior circulação das doenças respiratórias ocorre justamente entre março, abril e maio, podendo se estender até junho. Por isso, os cuidados precisam ser intensificados agora, principalmente com crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades. A orientação é reforçar a vacinação, evitar ambientes fechados e procurar atendimento logo nos primeiros sinais de agravamento”, destacou o médico do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do HCA, Rinaldo Júnior.
Monitoramento epidemiológico
A responsável técnica do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia da unidade, Ingrid Martins, explica que o aumento expressivo dos casos de Síndrome Gripal em 2026 também está relacionado à ampliação dos critérios de notificação adotados pelo Ministério da Saúde, que passou a incluir novas doenças respiratórias no monitoramento epidemiológico. Segundo ela, além da maior abrangência das notificações, o novo HCA ampliou significativamente a capacidade de atendimento da rede estadual.
Hoje temos uma estrutura muito maior do que no ano passado, com ampliação de leitos clínicos e de UTI pediátrica. Isso permite atender mais pacientes e oferecer assistência adequada aos casos mais graves. Mas é importante que a população siga corretamente o fluxo da rede de saúde para evitar superlotação das unidades hospitalares com casos leves que poderiam ser resolvidos na atenção básica”, ressaltou Ingrid.
Cuidados e prevenção
Entre as principais orientações para reduzir os casos de síndromes gripais estão manter a vacinação atualizada, reforçar a hidratação, evitar exposição das crianças à chuva e mudanças bruscas de temperatura, além da higienização frequente das mãos. Também é recomendado evitar ambientes fechados e aglomerações durante o período de maior circulação viral, especialmente entre crianças menores de 5 anos, idosos e pessoas com comorbidades.
“O cuidado precisa ser intensificado neste período porque estamos justamente no pico sazonal das doenças respiratórias no Amapá. A prevenção continua sendo a principal forma de evitar agravamentos e internações, principalmente entre crianças. É fundamental manter a vacinação em dia, observar sinais de desconforto respiratório e procurar assistência médica logo nos primeiros sintomas de agravamento”, reforçou o coordenador do Núcleo de Epidemiologia do HCA, Rinaldo Júnior.
Os vírus com maior circulação neste ano, entre janeiro e abril, são o Rinovírus e a Influenza A (gripe), com 198 e 97 casos, respectivamente. O cenário é diferente do registrado em 2025, quando predominavam o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), associado aos casos mais graves de doenças respiratórias, e o Rinovírus, com 150 e 122 casos no mesmo período. De janeiro a abril deste ano, segundo especialistas do HCA, o cenário epidemiológico exige atenção redobrada das famílias, principalmente no acompanhamento da saúde infantil durante o período chuvoso.
Quando procurar atendimento
A orientação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) é que casos leves, como febre baixa, coriza, tosse e dores no corpo, sejam inicialmente atendidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), responsáveis pela atenção primária. O encaminhamento direto aos hospitais porta de entrada, como o de Santana, maternidades e ao Pronto Atendimento Infantil deve ocorrer apenas em situações de agravamento, como dificuldade para respirar, febre persistente, queda da saturação, sonolência excessiva ou sinais de desconforto respiratório.
O fluxo adequado ajuda a evitar a superlotação das unidades de urgência e emergência, garantindo que os casos mais graves recebam atendimento prioritário e especializado.
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