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OTC 2026

De promessa a protagonista: Amapá é tratado como 'novo El Dorado' por especialistas do setor de petróleo nos EUA

Missão do Governo do Amapá no Texas fortalece a imagem do estado e atrai reconhecimento de autoridades do setor energético.

Por Brenno Brazão
06/05/2026 09h30
Durante os dias de evento, passarão mais de 50 mil pessoas pela conferência

Nos dois primeiros dias da Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, localizado no estado do Texas, nos Estados Unidos, o Amapá passou a ocupar espaço central nas discussões sobre o futuro da exploração de petróleo no Brasil. Em meio a agendas estratégicas e encontros com investidores, o estado foi citado por autoridades e lideranças do setor como uma das principais apostas da nova fronteira energética brasileira, chegando a ser classificado como o “novo El Dorado” do país.

No plano político, o avanço do Amapá no cenário internacional do petróleo é resultado direto da estratégia conduzida pelo governador Clécio Luís, que tem priorizado a inserção do estado no debate energético nacional e global.

O avanço do Amapá no cenário internacional do petróleo é resultado direto da estratégia conduzida pelo governador Clécio Luís

A presença amapaense integra a missão institucional da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá) do Governo do Estado, que atua para atrair investimentos e preparar a estrutura necessária para a cadeia de petróleo e gás, especialmente diante do avanço das pesquisas na Margem Equatorial. A comitiva tem participado de agendas no Pavilhão Brasil e em fóruns paralelos da OTC, ampliando o diálogo com empresas, especialistas e representantes do mercado internacional.

Presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy

A avaliação positiva sobre o movimento do Amapá veio de diferentes segmentos do setor. À frente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), principal entidade que representa a indústria de petróleo no país, o presidente Roberto Ardenghy destacou o reconhecimento que o Amapá já começa a conquistar no ambiente internacional.

“A presença do Amapá, de uma delegação do governo fazendo contato com empresários, mostrando o potencial do estado, mostrando que o estado está se preparando para este desafio é muito importante e está sendo reconhecido aqui na OTC”, declarou Robert Ardenghy.

Atraindo investimentos

O posicionamento do estado também foi reforçado pela ApexBrasil, responsável por promover o Brasil no exterior e atrair investimentos estrangeiros. Para o diretor de Gestão da instituição, Floriano Pesaro, o momento vivido pelo Amapá representa uma virada estratégica no mapa energético nacional.

Floriano Pesaro, diretor de Gestão da ApexBrasil, ao lado de Wandenberg Pitaluga

“O Amapá, neste momento, com a Margem Equatorial, agora liberada pelas organizações governamentais, é o novo El Dorado do Brasil, a grande fronteira da inovação e, partir de agora, a grande fronteira da fortuna e da riqueza que nós teremos nos país a partir desta exploração”, exclamou Floriano.

A avaliação institucional também foi compartilhada pelo corpo diplomático brasileiro nos Estados Unidos. O consulado brasileiro em Houston, liderado pelo embaixador Breno Dias da Costa, acompanha de perto as agendas econômicas e energéticas durante a OTC e atua como ponte entre o Brasil e investidores internacionais.

“Parabenizo a presença constante do Amapá na OTC, por essa consistência, porque isso é fundamental para desenvolver a indústria de óleo e gás do estado. O Amapá tem tudo para tirar os benefícios desse investimento público, e quem corre atrás consegue isso de uma maneira não só mais rápida, como também mais constante”, disse o embaixador.

Breno Dias da Costa, embaixador brasileiro em Houston, Texas

Área estratégica

Nos bastidores, a leitura é de que o Amapá já mudou de patamar dentro do debate energético. De território ainda em fase exploratória, o estado passa a ser tratado como área estratégica para expansão da produção nacional, sobretudo diante da necessidade de reposição de reservas no país.

Essa percepção é reforçada por quem está diretamente envolvido na agenda técnica e na articulação com o mercado.

“O Amapá deixou de ser um participante para ser um protagonista no debate sobre o petróleo. Ao longo da semana, ainda temos uma agenda robusta de conversas com investidores e empresários que querem saber como fazer negócio no estado. O Amapá já é a nova fronteira petrolífera do Brasil”, disse o diretor de investimentos da Agência Amapá, Antônio Batista, especialista no setor que está em sua 13ª OTC.

Representando o Amapá em Houston, Wandenberg Pitaluga Filho e Antônio Batista, da Agência Amapá

Na mesma linha, o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Wandenberg Pitaluga Filho, destaca que o estado vive um momento decisivo, com expectativa crescente em torno dos resultados da Margem Equatorial e com uma estratégia clara de inserção no mercado global.

“Nós estamos às vésperas da divulgação da pesquisa na Margem Equatorial. Toda a expectativa encontrada no petróleo futuro do Amapá é que vai suprir essa deficiência de produção de petróleo no Brasil. Aí se encontra a importância do posicionamento do Amapá no Brasil e na indústria de óleo e gás. Estarmos aqui demonstrando essa pujança e a credibilidade de indústrias como a Petrobras e a Transpetro, faz com que o mercado inteiro nos respeite e queira conhecer um pouco mais o Amapá”, explicou Wandenberg.

Com atuação focada na atração de investimentos, organização institucional e preparação da infraestrutura, o governo do Amapá vem construindo as bases para que, confirmada a viabilidade da Margem Equatorial, o estado esteja pronto para transformar potencial em desenvolvimento, geração de emprego e protagonismo econômico no país.

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