Governo do Amapá alerta para câncer de ovário, doença silenciosa que atinge principalmente mulheres acima dos 50 anos
Estado registra, em média, 20 casos por ano, com desafio no diagnóstico precoce e início rápido do tratamento na Unacon.
Com a chegada do mês de maio, o Governo do Amapá reforça o alerta para o câncer de ovário, cuja data mundial de conscientização será celebrada no próximo sábado, 9. Considerada uma doença silenciosa e de difícil detecção precoce, ela atinge principalmente mulheres acima dos 50 anos e exige atenção redobrada para sinais muitas vezes sutis, além do acompanhamento regular de saúde.
O principal desafio está justamente na ausência de sintomas evidentes nas fases iniciais. Quando surgem, os sinais podem ser confundidos com desconfortos comuns do dia a dia, como dor abdominal leve, sensação de inchaço, alterações intestinais ou aumento do volume abdominal. Por isso, a orientação é clara: manter consultas regulares e não ignorar sintomas persistentes.
“O câncer de ovário tem maior incidência em mulheres acima dos 50 anos, com pico entre 60 e 70 anos. Está associado à obesidade e pode ter origem genética, como alterações nos genes BRCA1 e BRCA2, que também aumentam o risco para câncer de mama. Além disso, mulheres que nunca engravidaram ou que fazem reposição hormonal prolongada também apresentam maior risco”, explica o oncologista John Luiz Maciel, da Unidade de Alta Complexidade Oncológica (Unacon).
Prevenção e hábitos saudáveis
Ainda segundo o especialista, embora não exista uma forma específica de prevenção, hábitos saudáveis fazem diferença significativa na redução dos riscos. Manter o peso adequado, evitar o sedentarismo e realizar acompanhamento médico contínuo são atitudes fundamentais. A gravidez, a amamentação e, em alguns casos, o uso de contraceptivos orais também podem contribuir para a redução do risco da doença.
Outro ponto de atenção está no histórico familiar. Mulheres com casos de câncer na família, especialmente de mama, ovário, próstata ou pâncreas, devem buscar acompanhamento mais próximo, incluindo exames laboratoriais, de imagem e, quando indicado, testes genéticos. A investigação precoce pode fazer toda a diferença no prognóstico.
Dados da doença
De acordo com dados do Ministério da Saúde, apontados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de ovário registra cerca de 7,3 mil novos casos por ano no país, representando aproximadamente 3% dos tumores entre as mulheres. Apesar de não estar entre os mais frequentes, é considerado um dos mais letais devido ao diagnóstico tardio.
No Amapá, a incidência é menor, com estimativa de menos de 20 casos anuais, mas o cenário reforça a necessidade de vigilância, já que a doença costuma ser identificada em estágios mais avançados, o que dificulta o tratamento e reduz as chances de cura.
O Governo do Amapá destaca que a porta de entrada para o cuidado continua sendo a Atenção Primária, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A partir de uma suspeita, a paciente pode ser encaminhada à Unacon, onde recebe atendimento especializado.
Quando diagnosticado precocemente, o tratamento pode ser exclusivamente cirúrgico. Em casos mais avançados, pode incluir cirurgia associada à quimioterapia, tudo realizado no próprio estado, garantindo mais conforto e suporte às pacientes.
A campanha de conscientização reforça que informação é uma aliada essencial. Observar o próprio corpo, manter exames em dia e buscar atendimento ao perceber sinais persistentes são atitudes que salvam vidas. O cuidado começa com a atenção, e pode fazer toda a diferença.
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