'Eu gosto muito de ser professora e quero muito contribuir para a continuidade da nossa cultura e costumes', disse Josene, da etnia Karipuna
Após mais de duas décadas, certame do Governo do Amapá reúne candidatos de diversas etnias e reforça a valorização da cultura, da língua e dos saberes tradicionais nas comunidades.
Etnias indígenas de todo o estado foram contempladas com a realização do Concurso da Educação Indígena neste domingo, 26, em um momento considerado histórico para o Amapá. Mais do que um processo seletivo, a iniciativa representa um avanço na garantia de direitos e no fortalecimento das políticas públicas voltadas aos povos originários.
Promovido pelo Governo do Estado, o concurso é visto como um investimento estratégico que assegura o direito constitucional a uma educação diferenciada, intercultural e bilíngue, respeitando as especificidades de cada povo.
Moradora da Aldeia Santa Isabel, a candidata Josene dos Santos Hipólito, da etnia Karipuna, concorre ao cargo de professora Classe A e destaca o significado da oportunidade:
“Eu já venho me preparando há muitos dias. A realização desse concurso é importante para ajudar a comunidade. Eu gosto muito de ser professora e quero contribuir para a continuidade da nossa cultura e costumes”, afirmou.
O certame oferta vagas para níveis médio e superior e reuniu candidatos de diferentes etnias, entre elas Karipuna, Galibi-Marworno, Galibi Kaliña, Palikur, Wajãpi, Apalai, Wayana, Tiriyó, Kaxuyana e Txikuyana, reforçando a diversidade cultural presente no estado.
Com mais de duas décadas de experiência na área, o candidato Edinho Damasceno Forte, da Aldeia Espírito Santo, etnia Karipuna, também ressaltou a importância do concurso para as comunidades indígenas.
“A preparação foi muito importante, e esse concurso é fundamental para a nossa terra indígena. Já trabalho há 23 anos na área e agradeço ao governo por essa iniciativa. Depois de mais de 20 anos do primeiro concurso, hoje nós, povos indígenas, estamos gratos por essa oportunidade”, destacou.
O fortalecimento do quadro de profissionais indígenas contribui diretamente para a preservação das línguas, culturas e saberes tradicionais, além de promover inclusão, cidadania e desenvolvimento social nas comunidades.
Abstenção
Dos 1.163 candidatos inscritos, 77 não compareceram às provas, o que representa aproximadamente 6,62% de abstenção.
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