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EDUCAÇÃO INDÍGENA

'Eu gosto muito de ser professora e quero muito contribuir para a continuidade da nossa cultura e costumes', disse Josene, da etnia Karipuna

Após mais de duas décadas, certame do Governo do Amapá reúne candidatos de diversas etnias e reforça a valorização da cultura, da língua e dos saberes tradicionais nas comunidades.

Por Márcia Fonseca
26/04/2026 19h10
Josene dos Santos Hipólito, candidata da etnia Karipuna

Etnias indígenas de todo o estado foram contempladas com a realização do Concurso da Educação Indígena neste domingo, 26, em um momento considerado histórico para o Amapá. Mais do que um processo seletivo, a iniciativa representa um avanço na garantia de direitos e no fortalecimento das políticas públicas voltadas aos povos originários.

Promovido pelo Governo do Estado, o concurso é visto como um investimento estratégico que assegura o direito constitucional a uma educação diferenciada, intercultural e bilíngue, respeitando as especificidades de cada povo.

Candidatos destacam a importância do certame para manter a cultura e identidade

Moradora da Aldeia Santa Isabel, a candidata Josene dos Santos Hipólito, da etnia Karipuna, concorre ao cargo de professora Classe A e destaca o significado da oportunidade:

“Eu já venho me preparando há muitos dias. A realização desse concurso é importante para ajudar a comunidade. Eu gosto muito de ser professora e quero contribuir para a continuidade da nossa cultura e costumes”, afirmou.

O certame oferta vagas para níveis médio e superior e reuniu candidatos de diferentes etnias, entre elas Karipuna, Galibi-Marworno, Galibi Kaliña, Palikur, Wajãpi, Apalai, Wayana, Tiriyó, Kaxuyana e Txikuyana, reforçando a diversidade cultural presente no estado.

Com mais de duas décadas de experiência na área, o candidato Edinho Damasceno Forte, da Aldeia Espírito Santo, etnia Karipuna, também ressaltou a importância do concurso para as comunidades indígenas.

“A preparação foi muito importante, e esse concurso é fundamental para a nossa terra indígena. Já trabalho há 23 anos na área e agradeço ao governo por essa iniciativa. Depois de mais de 20 anos do primeiro concurso, hoje nós, povos indígenas, estamos gratos por essa oportunidade”, destacou.

Edinho Damasceno Forte, candidato da Aldeia Espírito Santo,

O fortalecimento do quadro de profissionais indígenas contribui diretamente para a preservação das línguas, culturas e saberes tradicionais, além de promover inclusão, cidadania e desenvolvimento social nas comunidades.

Abstenção
Dos 1.163 candidatos inscritos, 77 não compareceram às provas, o que representa aproximadamente 6,62% de abstenção.

Certame teve apenas 6,62% de abstenção dos candidatos

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