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IMUNIZAÇÃO INFANTIL NO HES

Governo do Amapá amplia proteção infantil com medicamento contra a Síndrome Respiratórias Aguda Grave no Hospital Estadual de Santana

Unidade iniciou aplicação do injetável “Nirsevimabe” em fevereiro deste ano; público-alvo são recém-nascidos prematuros e crianças de até 2 anos com comorbidades.

Por Júnior Nery
06/04/2026 18h49
Público- alvo são recém-nascidos prematuros e crianças com até 2 anos de idade com comorbidades

Desde o dia 27 de fevereiro, o Hospital Estadual de Santana (HES) passou a integrar a estratégia do Governo do Amapá para reforçar a proteção de bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com o uso do medicamento Nirsevimabe em recém-nascidos prematuros atendidos na unidade. Até o momento, 12 bebês já foram contemplados pelo anticorpo, a ação voltada especialmente ao público infantil mais vulnerável a complicações por comorbidades.

O VSR é um dos principais causadores de infecções respiratórias em crianças pequenas, podendo evoluir para quadros graves como bronquiolite e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente em prematuros e crianças com comorbidades. O período entre abril e agosto concentra o maior número de casos das doenças respiratórias, o que reforça a importância da prevenção antecipada para reduzir internações e garantir maior segurança ao público infantil.

Daniella Sanches, responsável técnica da UTI Neonatal do HES

De acordo com a responsável técnica da Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal do HES, Daniella Sanches, a estratégia prioriza recém-nascidos prematuros, que já são automaticamente elegíveis para receber o imunizante.

“Nasceu prematuro, com até 36 semanas e seis dias, já é feita a solicitação para ele receber a dose. Não precisa ter comorbidade diagnosticada, porque a prematuridade por si só já indica maior risco”, explica.

Disponibilidade interna

A profissional também destaca que a aplicação não ocorre por demanda espontânea, mas sim mediante solicitação médica e disponibilidade do imunizante.

“A gente não faz livre demanda porque não temos estoque contínuo. A vacina é solicitada e, quando disponível, é administrada nas crianças internadas. Em alguns casos, o bebê recebe alta e retorna à unidade apenas para a imunização”, detalha Daniella. Segundo ela, o número reduzido de aplicações no hospital, no total de 12 de fevereiro até o momento, se deve ao perfil da unidade, que não é classificado como de alto risco.

O Nirsevimabe é um medicamento aplicado para proteger a criança do Vírus Sincicial Respiratório, evitando evolução de doenças como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

A iniciativa faz parte de uma política mais ampla do Governo do Estado para enfrentamento das síndromes respiratórias no período sazonal, garantindo cuidado integral desde o nascimento. Além do HES, o Hospital da Criança e do Adolescente também realiza a aplicação do Nirsevimabe, fortalecendo a rede de proteção à saúde infantil e contribuindo para a redução de casos graves associados ao VSR.

Casos elegíveis

Confira a lista de comorbidades que se encaixam para aplicação do Niservimabe, elegíveis até menores de 2 anos:

  • Cardiopatia congênita
  • Síndrome de down
  • Doença pulmonar crônica
  • Fibrose cística
  • Doenças neuromusculares
  • Anomalia de vias aéreas
  • Iimunocomprometidos
    A estratégia prioriza recém-nascidos prematuros, que já são automaticamente elegíveis para receber o imunizante

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ÁREA: Saúde