Qualificação especializa forças de segurança com foco nas fronteiras do Amapá contra o crime organizado: ‘Padrão de excelência’
O Major Wendel Oliveira, de 42 anos, alcançou o primeiro lugar (01) entre os 37 operadores que concluíram o treinamento tático e estratégico da Segurança Pública.
O Amapá deu um passo decisivo para fortalecer a segurança das divisas territoriais neste sábado, 28, com o encerramento do 22º Curso de Unidades Especializadas de Fronteira (CUEF), em Macapá. Para o Major Wendel Oliveira, comandante da Companhia de Patrulhamento Tático com Motocicletas (Patamo) e primeiro colocado da turma, o investimento reflete diretamente na qualidade do serviço entregue à população:
"Essa qualificação nos traz segurança técnica e jurídica no atendimento de ocorrências. Ajuda a manter a legalidade e um padrão de excelência, garantindo sempre o melhor serviço ao cidadão amapaense e ao povo brasileiro", celebrou o major.
A capacitação, resultado de uma parceria estratégica entre o Governo do Estado e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), formou especialistas prontos para atuar na linha de frente contra crimes transnacionais. A jornada de 15 dias de instruções intensivas reuniu policiais civis e militares do Amapá, além de "guerreiros" vindos de Goiás, Rondônia e Pará, promovendo um intercâmbio de experiências essencial para a segurança nacional.
O secretário adjunto da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Felipe Vieira, destacou que o Amapá vive um momento de crescimento econômico, simbolizado pelo debate sobre a exploração de petróleo na costa do estado, o que exige um olhar ainda mais atento das forças de segurança.
"As organizações criminosas procuram se instalar onde o desenvolvimento é crescente, e o Governo do Amapá, sob a gestão do governador Clécio Luís, tem a decisão firme de fazer esse enfrentamento com integração e investimento", afirmou o secretário.
O currículo abrangeu desde georreferenciamento e policiamento em embarcações até técnicas de tiro policial e táticas de confronto armado. O foco é a repressão severa ao tráfico de drogas, armas e pessoas, além de biopirataria e contrabando.
Para os participantes de fora do estado, como o 2º Tenente PM Antônio Reça, da Polícia Militar do Pará, o curso foi uma oportunidade ímpar de fortalecer as "instituições coirmãs". Operando na divisa entre o Pará e o Mato Grosso, Reça ressaltou que o conhecimento será multiplicado em sua tropa.
"Sem sombra de dúvidas, esse intercâmbio entre as instituições coirmãs é de valor inestimável. Ter esse contato com quem atua diretamente em regiões de fronteira será decisivo para a nossa atuação. Participar deste curso foi muito proveitoso para a minha carreira e para o fortalecimento da segurança no meu estado", ressaltou Reça.
A integração promovida pelo Governo do Estado pelo CUEF garante que, independentemente da farda ou do estado de origem, a resposta contra o crime nas fronteiras seja única, técnica e implacável, assegurando que o Amapá permaneça como uma fortaleza contra o crime organizado no extremo Norte do Brasil.
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