'Investimento fundamental na Segurança Pública', diz policial ao concluir curso de pilotagem de drones para o sistema penitenciário
Ernandes Sandoval, policial penal atuante desde 2012, foi o primeiro colocado entre 28 alunos que se formaram nesta terça-feira, 24, em Macapá.
A segurança nas instalações dos sistemas penais do Amapá ganhou um novo patamar de vigilância e tecnologia nesta terça-feira, 24. Em uma cerimônia marcada pelo reconhecimento ao mérito, 28 profissionais concluíram o 1º Curso de Piloto de Aeronaves Remotamente Pilotadas para o Sistema Penitenciário (CPAR-PEN I/2026).
O treinamento, focado no monitoramento do sistema prisional e socioeducativo, preparou os agentes para um desafio moderno: combater a "criminalidade aérea", onde drones são frequentemente utilizados por criminosos para tentar introduzir materiais ilícitos nas unidades. Na cerimônia, a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) entregou mais dois drones para o Divisão de Especializada em Operações com Drone (DEOD) do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).
Para o policial penal Ernandes Sandoval, servidor desde 2012, a conquista do primeiro lugar na turma (o "01") foi o coroamento de anos de dedicação à carreira. Para o servidor, foi uma oportunidade extremamente concorrida.
"Me dediquei ao máximo para fazer valer essa vaga. Esse investimento que o Governo do Amapá está dando é fundamental para que possamos combater a criminalidade dentro do sistema, especialmente agora que usam drones para jogar ilícitos. Saímos prontos para combater essa modalidade com excelência”, celebrou o policial.
A formação, realizada no Instituto de Ensino de Segurança Pública do Amapá (IESP), capacitou 25 policiais penais do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e três servidores da Fundação Socioeducativa do Amapá (Fcria). Durante o curso, os alunos mergulharam em módulos teóricos e práticos que abrangeram desde a legislação aeronáutica e segurança operacional até o apoio tático em áreas de difícil acesso.
Para o secretário adjunto de Justiça e Segurança Pública, Felipe Vieira, o uso de drones permite que a segurança institucional antecipe movimentos suspeitos e realize rondas perimetrais com alcance que os olhos humanos, do chão, nem sempre conseguem atingir.
"É um reforço estratégico que se soma aos procedimentos de revista e inteligência já executados pelo Governo do Estado, que está revolucionando a Segurança Pública em todas as áreas. A conclusão desse curso simboliza um importante mecanismo de investigação de combate à criminalidade", enfatizou o secretário.
A iniciativa faz parte do cronograma de investimentos do Governo do Amapá em tecnologia aeronáutica não tripulada. O objetivo é tornar a resposta das forças de segurança cada vez mais rápida e precisa, reduzindo riscos para os servidores e aumentando o controle sobre as unidades.
"Mais um curso que concluímos no IESP, para melhorar a segurança pública deo Amapá. Melhoramos muito a segurança interna do sistema penitenciário e faltava fechar essa porta 'por cima'. Com o uso de drone, com o uso de tecnologia, vamos melhorar e fechar um ciclo de melhorias para os servidores e para a sociedade amapaense", pontuou o coordenador do IESP, capitão dos Bombeiros, Alan Coimbra.
Com a formatura destes 28 novos operadores, o sistema penitenciário passa a contar com uma equipe especializada em vigilância aérea estratégica. O próximo passo é a aplicação imediata desse conhecimento nas rotinas de monitoramento das unidades prisionais, garantindo que o céu, antes uma vulnerabilidade, torne-se agora mais uma camada de proteção para a sociedade amapaense.
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