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Ueap e Seed trazem pesquisador francês que palestrou sobre metodologias na educação

Yves-Félix Montagne, da Université Marie & Louis Pasteur, estuda a importância da “ajuda” do professor no processo de aprendizagem dos estudantes.

Por Luan Rodrigues
22/03/2026 13h00
O encontro trouxe metodologias que podem ser utilizadas em sala de aula, com foco em estudantes de escolas públicas e em vulnerabilidade social

A Universidade do Estado do Amapá (Ueap), em parceria com o Programa Travessia da Secretaria de Estado da Educação (Seed), trouxe, na sexta-feira, 20, o professor francês Yves-Félix Montagne, especialista em Educação da Université Marie & Louis Pasteur, em Besançon, na França. No auditório do Sebrae Amapá, o docente palestrou sobre caminhos a serem seguidos na educação.

Com o tema “(Re)pensar o ensino é necessário: princípios e estratégias para uma aprendizagem contínua”, o encontro apresentou estudos sobre metodologias que podem ser utilizadas em sala de aula para desenvolver os estudantes e facilitar a aprendizagem, especialmente entre alunos de escolas públicas em situação de vulnerabilidade social.

“Essa parceria internacional é muito importante porque representa, na prática, a confirmação de que a educação tem princípios comuns. Hoje, vou falar da importância de ajudar o aluno. O professor não deve apenas acompanhar, ensinar e formar, mas também auxiliar o estudante a alcançar o sucesso e aprender”, declarou o professor Montagne.

Professor Yves-Félix Montagne

Para Yves, o conceito de “ajuda” em sala de aula se amplia como o ato de “assumir parte da tarefa de outra pessoa para aliviá-la e permitir que ela a realize com eficácia”.

Ou seja, o professor deve assumir parte do processo de compreensão dos alunos sobre os conteúdos escolares, tendo como missão fundamental ensinar como fazer e oferecer ferramentas para que o estudante resolva os problemas ao longo da trajetória escolar.

Contribuindo com realidades do estado

A palestra do pesquisador francês, que anteriormente havia visitado comunidades quilombolas, mesmo sendo baseada em outro contexto, contribuiu para a reflexão sobre a prática de educadores locais, como no caso de Ana Paula Martins Peniche, coordenadora pedagógica da Escola Quilombola José Bonifácio do Curiaú.

“Atendemos a uma diversidade de alunos. Por isso, o conhecimento não pode ser estático. Assim como o professor Yves destacou, ele precisa dialogar com os contextos que esses estudantes trazem e também se expandir para além das comunidades, alcançando a sociedade como um todo”, afirmou Ana Paula.

Professora Ana Paula Martins Peniche

Programa Travessia

A palestra foi fruto de uma parceria entre diferentes instituições, como o Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação, Diversidade e Interculturalidade (Gepedi) da Ueap, a Université Marie & Louis Pasteur e o Programa Travessia da Seed, que tem como objetivo reduzir a distorção idade-série na educação do Amapá.

“Um dos fatores dessa distorção é a dificuldade de aprendizagem. Estamos aqui justamente para apoiar os professores e ajudar os alunos a alcançarem um aprendizado mais qualificado”, explicou Bruno Marcelo, coordenador de Desenvolvimento e Normatização de Políticas Educacionais da Seed e professor do colegiado de Design da Ueap.

Professor Bruno Marcelo

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ÁREA: Educação