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‘Protege o nosso direito à vida’, diz mulher atendida pelo Governo do Amapá na 4ª fase da Operação Satélite

Policiais penais reforçaram escuta e acolhimento às vítimas de violência doméstica na manhã de domingo, 8. À noite, operação intensificou repressão aos agressores monitorados por tornozeleira eletrônica.

Por Cláudio Morais
09/03/2026 09h45
Mulher atendida pelo Governo do Estado recebe orientações de funcionamento do botão do pânico

Menos de um ano após o início de um relacionamento, Maria (nome fictício para preservar a identidade da acolhida) passou a vivenciar agressões físicas e psicológicas frequentes, um suplício que somente teve fim depois que registrou denúncia pelo 190 e recebeu medida protetiva de urgência contra o agressor. Ela foi uma das mulheres atendidas pelo Governo do Estado na 4ª fase da ‘Operação Satélite’ neste domingo, 8, uma estratégia que previne a revitimização e amplia a eficácia das medidas cautelares às vítimas de violência doméstica.

Durante a operação, uma equipe da Polícia Penal realizou a entrega do botão do pânico diretamente na residência de Maria. O dispositivo é conectado à tornozeleira eletrônica do agressor e notifica tanto a mulher protegida quanto a Central de Monitoramento Eletrônico (CME) do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) caso ele se aproxime do local onde a acolhida esteja.

“É algo que protege nosso direito à vida, não é? A gente costuma pensar que ele vai mudar, e se não mudar, não adianta denunciar porque não acontece nada, mas esse pensamento é um erro que pode custar muito caro. Eu só consegui retomar minhas coisas, reconstruir minha vida, porque denunciei e porque sou atendida por esses policiais”, enfatizou a atendida sobre a importância de outras mulheres, que estejam passando por situação semelhante, denunciarem.

Equipe do Iapen em visita a casa de uma das acolhidas

Durante toda a manhã, mulheres como Maria foram visitadas, ouvidas e orientadas pelos policiais penais. Já durante a noite, o foco incidiu sobre homens condenados por essas agressões, que foram alertados sobre a regressão ao regime fechado caso se aproximem das vítimas. Essa tática já reduziu em mais de 83% as violações das zonas de exclusão em 2025 e, de acordo com o diretor adjunto do Iapen, Cézar Delmondes, reforça a presença forte do Estado no combate à violência de gênero neste Dia Internacional da Mulher.

Cézar Delmondes, diretor adjunto do Iapen

"Desde a primeira fase da Operação Satélite, nenhuma das mulheres atendidas pelo Estado foram revitimizadas, esse é o melhor número que podemos apresentar, de vidas preservadas e da dignidade delas restaurada. Essa é uma pauta muito importante à gestão do governador Clécio, que definiu a proteção à mulher como prioridade", enfatizou Delmondes.

‘Em briga de marido e mulher’, ligue 190

A Segurança Pública é um dever do Estado, mas a responsabilidade é de todos e a sociedade amapaense pode contribuir denunciando descumprimentos de medida protetiva por meio do e-mail ouvidoria.iapen@ap.gov.br, ou ligando para os números 190 da Polícia Militar e 181 da Polícia Civil. Qualquer pessoa pode denunciar situações de risco atual ou iminente à integridade das mulheres e meninas.

Durante a noite, policiais penais ampliaram fiscalização de homens monitorados com tornozeleira eletrônica por violência doméstica

Casa da Mulher Brasileira

Mulheres ameaçadas ou vulneráveis em decorrência de violências doméstica, familiar e de gênero podem recorrer à Casa da Mulher Brasileira, entregue também neste domingo, 8, pelo governador Clécio Luís. O complexo, que reúne serviços de assistência e acolhimento às vítimas em um só lugar.

A estrutura reúne os principais órgãos da rede de proteção, como polícias Civil e Militar, Tribunal de Justiça (TJAP), Defensoria Pública do Estado (DPE), atendimento psicossocial, alojamento de passagem, brinquedoteca e espaços de qualificação e reinserção profissional.

A Casa da Mulher Brasileira funciona 24 horas por dia na Rua Floriano Waldeck, n⁰ 284, no Bairro São Lázaro, Zona Norte de Macapá.

Botão do pânico facilita contato de mulheres protegidas com policiais penais

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