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COMUNICAÇÃO PÚBLICA

'Ele precisa ter esse papel ativo', enfatiza delegado do DF sobre responsabilidade masculina no combate ao feminicídio no Amapá

Marcelo Zago, delegado da Polícia Civil do Distrito Federal e coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios, palestrou para forças de segurança amapaenses durante o IV Curso de Comunicação Organizacional nesta sexta-feira, 6.

Por Iago Fonseca
06/03/2026 17h32
Marcelo Zago (centro), delegado da Polícia Civil do Distrito Federal e coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios

As forças de segurança do Amapá reforçam o enfrentamento à violência de gênero por meio da qualificação técnica e do debate sobre novas metodologias de proteção à mulher. Durante a programação desta sexta-feira, 6, da 4ª edição do Curso de Comunicação Organizacional, iniciada nesta semana, o delegado de Polícia Civil do Distrito Federal (DF), Marcelo Zago, enfatizou que o combate à violência contra a mulher não é uma pauta exclusiva do público feminino, mas uma questão universal de direitos humanos. 

“O homem precisa participar ativamente desse processo, no mínimo conscientizando outros homens que podem ter um pensamento machista a escutarem e respeitarem outras mulheres. Afinal de contas, essa é uma pauta de direitos humanos e um problema grave de segurança pública que precisa ser combatido de forma ativa”, afirmou Zago em sua palestra "Enfrentamento ao Feminicídio e o Efeito Copycat", na Universidade Federal do Amapá (Unifap).

Para o especialista, o homem possui um papel estratégico de influência interna entre pares para romper ciclos de comportamentos misóginos

Para o especialista, que também é coordenador da Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídios e Feminicídios do DF, o homem possui um papel estratégico de influência interna entre pares para romper ciclos de comportamentos misóginos. Zago compartilhou a experiência do Distrito Federal no monitoramento minucioso de cada caso de feminicídio, do  inquérito policial até a execução penal.

O delegado destacou como a análise de padrões, como dias da semana com maior incidência de crimes, permitiu que o Estado intensificasse patrulhas específicas, como as visitas do programa de policiamento preventivo à Lei Maria da Penha, resultando na queda dos índices estatísticos.

Zago também alertou sobre o "efeito copycat", o contágio ou imitação, explicando que a divulgação midiática sensacionalista ou inadequada de crimes violentos pode gerar o aumento de novos casos ou a repetição de um mesmo modus operandi. Por isso, ressaltou a importância de capacitar os agentes de segurança para que a comunicação institucional seja técnica, firme e voltada à prestação de serviço público.

O delegado também alertou sobre o ″efeito copycat″, o contágio ou imitação

A Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) promove uma imersão sobre como o uso inteligente de dados e a comunicação humanizada podem ser ferramentas eficazes para reduzir os índices de feminicídio e aumentar a confiança da população nas instituições. Um exemplo disso é o IV Curso de Comunicação Organizacional, iniciativa executada pela Polícia Militar do Amapá (PMAP), com recursos federais, sob coordenação do Instituto de Ensino de Segurança Pública (IESP).

Formação da PM busca aproximar as forças de segurança da sociedade por meio de uma linguagem clara e acessível

A formação, iniciada na segunda-feira, 2, nasce da necessidade de alcançar mulheres que hoje estão "fora do sistema": aquelas que, por medo ou falta de informação, não possuem registros de ocorrência nem medidas protetivas. O foco é aproximar as forças de segurança da sociedade por meio de uma linguagem clara e acessível, combatendo a desinformação e as fake news.

Para os alunos, como a cabo do Corpo de Bombeiros Débora Martins, o aprendizado permite enxergar a comunicação como uma arma de prevenção.

Cabo do Corpo de Bombeiros Débora Martins

"É importante divulgarmos os dados da repressão, as consequências e a punição, para que a comunicação seja uma ferramenta que ajude a diminuir os crimes", avaliou a servidora.

Com duas semanas de duração, o curso conta com instrutores das corporações militares e professores especialistas do colegiado de Jornalismo da Unifap, unindo a prática operacional à reflexão crítica da academia para transformar a segurança pública do Amapá em um ambiente de proteção cada vez mais humanizado e eficiente.

Palestra integrou conteúdo do Curso de Comunicação Organizacional da Polícia Militar

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