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MULHERES NA SEGURANÇA PÚBLICA

'Servir à sociedade e tentar melhorar a vida das pessoas', diz perita psicóloga da Polícia Científica sobre força feminina na Segurança Pública

No Mês da Mulher, Carolina Maranhão compartilha a jornada de superação e o impacto da psicologia forense no acolhimento de vítimas de violência.

Por Iago Fonseca
05/03/2026 17h45
A atuação de Carolina no serviço público começa no acolhimento e escuta de vítimas de violência

Neste mês de março, em que se celebra o protagonismo feminino, a Segurança Pública do Amapá destaca o papel fundamental das mulheres que atuam na linha de frente da justiça e da proteção social. Na Polícia Científica do Estado, o esforço da perita psicóloga Carolina Maranhão, empossada em 2024, simboliza a dedicação de servidoras que conciliam diferentes jornadas com a missão de transformar a realidade de vítimas de violência, humanizando o atendimento técnico-científico.

"A gente constrói o nosso objetivo de pouquinho em pouquinho, dentro das demandas que precisamos dar conta como mulheres na sociedade. Amo o meu trabalho e, embora trabalhe com violência, venho feliz porque sinto que estamos aqui para servir à sociedade e tentar melhorar a vida das pessoas diante das realidades difíceis que vemos. A realização de estar aqui, fazendo um trabalho com tanto significado e propósito, é indescritível", afirma a perita psicóloga.

Perita foi empossada em 2024 na Polícia Científica do Estado

A trajetória de Carolina até a Polícia Científica foi marcada por desafios que ecoam a realidade de muitas mulheres amapaenses. Entre o sonho de ser mãe e o desejo de ingressar na perícia criminal, ela enfrentou uma rotina de estudos exaustiva, muitas vezes realizada em hospitais ou nos breves intervalos de sono de seu filho recém-nascido. Como mãe solo de uma criança de cinco anos, a perita transformou a responsabilidade de prover um futuro melhor para sua família em combustível para a aprovação.

"É surreal perceber que, embora com todas as dificuldades, a gente consegue. Para nós, mulheres, sabemos que é tudo muito mais difícil. Somos as mães que criam os filhos, que cuidam das casas e que também trabalham. Estou empregada, tenho um filho pequeno e sou mãe solo. Moro com minha família aqui, mas o pai dele não mora no estado. É emocionante falar disso, porque o equilíbrio é difícil, mas muito gratificante", reforça Carolina.

A trajetória de Carolina até a Polícia Científica foi marcada por desafios que ecoam a realidade de muitas mulheres amapaenses

Além do serviço ordinário
A atuação de Carolina no serviço público começa no acolhimento e na escuta de vítimas de violência, entre meninas, adolescentes, mulheres e idosos, por meio da psicologia forense na Polícia Científica. É a partir do trabalho dela que laudos são emitidos e anexados aos inquéritos policiais. Porém, Carolina não para por aí.

Na Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a servidora integra um grupo focado no combate à violência de gênero, no qual forças das Polícias Militar, Civil e Científica, além de outras instituições vinculadas, atuam diariamente para a proteção da vida da mulher.

"É essencial que a mulher ocupe todos os espaços e lute por outras mulheres que não têm as mesmas oportunidades. Essa integração de forças, unindo mulheres e homens aliados, é o que nos permite vencer metas e garantir que a justiça seja feita com base em um propósito humano e profissional", conclui Carolina.

Mulheres na Segurança Pública 

O trabalho integrado das forças de segurança do Governo do Estado conta diariamente com diversas mãos, que dedicam partes de suas rotinas ao serviço público, em prol de um Amapá Mais Seguro. Na Polícia Científica, 127 mulheres garantem, do administrativo à perícia, que cada procedimento seja feito com o zelo que necessita. Além disso, na valorização feminina, quase metade dos cargos de chefia são ocupados por mulheres, como a diretora do órgão, a perita Janaina Pereira. 

Mulheres integram diversas frentes de perícia na Polícia Científica do Amapá, que tem recebido reforço no efetivo desde 2024

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