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CELEBRAÇÃO RELIGIOSA

Com apoio do Governo do Amapá, Festival de Iemanjá reúne terreiros e comunidades em homenagem à Rainha do Mar.

O evento é promovido pela Federação de Cultos Afro-religiosos de Umbanda e Mina Nagô e o Instituto Língua Solta em parceria com a Fundação Marabaixo. 

Por Redação
31/01/2026 13h25
A celebração acontece na próxima segunda-feira, dia 2, na orla do bairro Cidade Nova, em Macapá

Colaboração: Cláudio Rogério 

O Amapá reafirma seu compromisso com a diversidade cultural, religiosa e étnica ao celebrar a 20ª edição do Festival de Iemanjá, realizada a partir das 16h, nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, na orla do Bairro Cidade Nova, em Macapá. O evento é promovido pela Federação de Cultos Afro-religiosos de Umbanda e Mina Nagô (Fecarumina) e o Instituto Língua Solta em parceria com o Governo do Estado do Amapá, por meio da Fundação Marabaixo. 

Mais do que uma celebração religiosa, o Festival de Iemanjá é um grande encontro de fé, alegria e ancestralidade, que fortalece o orgulho e o sentimento de pertencimento das comunidades afro-religiosas. Em Macapá, cerca de 75 comunidades de terreiros se unem em um mesmo propósito de celebração, amor e respeito, transformando a capital em um espaço de acolhimento, devoção e valorização da cultura afro-amapaense.

Nos demais municípios, como Santana, Mazagão, Laranjal do Jari, Vitória do Jari, Calçoene e Oiapoque, a celebração também ganha força e significado, levando a energia do festival para diferentes territórios do estado. Juntas, essas cidades constroem um verdadeiro abraço cultural, reafirmando a identidade, a união e a riqueza das tradições afro-amapaenses no Amapá inteiro.

O evento reúne abatazeiros, ogãs, vodunsis, ponciles, ekedjis, cambones e outras autoridades tradicionais das religiões de matriz africana, além da população em geral, em um grande movimento coletivo de fé, ancestralidade e resistência. O festival tem como um de seus principais objetivos o combate à intolerância religiosa, bem como a luta contra o preconceito e a discriminação racial, reafirmando o direito à liberdade de crença e à dignidade dos povos de terreiro.

Cerca de 75 comunidades de terreiros vão participar da celebração, com foco no amor, respeito, acolhimento, devoção e valorização da cultura afro-amapaense

Com o tema “Tributo à Grande Mãe”, o Festival de Iemanjá é um símbolo de maternidade, proteção, força feminina e equilíbrio. O dia 2 de fevereiro é uma data sagrada para as religiões afro-brasileiras, representando um momento de conexão espiritual, gratidão e renovação da fé.

O governador Clécio Luís tem papel fundamental nesse processo ao assumir uma decisão política clara de valorização da cultura afro-amapaense, por meio da implantação do Programa Amapá Afro. A iniciativa tem como objetivo promover a equidade racial, fortalecer as manifestações culturais de matriz africana, combater o racismo estrutural e garantir políticas públicas que respeitem e valorizem a história do povo negro no estado. Com isso, o governo cumpre seu papel institucional de reconhecer, apoiar e proteger essas expressões culturais e religiosas.

A programação do festival inicia com o acolhimento das casas de terreiro participantes e tem como ponto alto o ritual de oferendas às margens do rio Amazonas, um momento de grande significado espiritual e simbólico, que une tradição, ancestralidade e respeito à natureza.

O Festival de Iemanjá no Amapá se firma, assim, como um espaço de afirmação identitária, resistência cultural e empoderamento coletivo, celebrando a fé, a diversidade e a luta por uma sociedade mais justa, plural e livre de preconceitos.

O ponto alto da programação é o ritual de oferendas a Iemanjá, no rio Amazonas

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