Governo do Amapá avança no debate para implementação de transplantes de órgãos no estado
Iniciativa busca dar esperança a pacientes que aguardam na fila por um transplante renal; ação integrará o Amapá ao mapa nacional de transplantes, fortalecendo a rede pública de saúde.
O Governo do Amapá promoveu nesta quinta-feira, 29, no auditório do Hospital Universitário (HU), uma reunião de alinhamento técnico para estabelecer fluxos e inserir o estado na rede nacional de transplantes. A iniciativa é fundamental para viabilizar a realização dos procedimentos localmente. Durante o encontro, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) apresentou aspectos operacionais, como a organização da rede hospitalar, a capacitação de equipes e a articulação com o Sistema Nacional de Transplantes (SNT).
A implantação do serviço representa um passo decisivo para fortalecer o sistema de saúde estadual, permitindo que pacientes não precisem mais se deslocar para outras unidades da federação em busca de tratamento. O processo, no entanto, exige uma estrutura complexa, com protocolos rigorosos e treinamento especializado.
Participaram da reunião o vice-governador, Teles Júnior; o senador Randolfe Rodrigues; a coordenadora do SNT, Patrícia Freire; além de gestores da Sesa e representantes da Associação dos Renais Crônicos.
"Este é o pontapé inicial para salvar vidas. A implantação da Central de Transplantes exige organização e capacitação. Como cidadão, vice-governador e filho de um médico que iniciou o trabalho na nefrologia anos atrás, fico feliz em saber que, em breve, iniciaremos os transplantes renais e avançaremos para outras áreas", afirmou Teles Júnior.
O senador Randolfe Rodrigues ressaltou que a reunião marca um momento decisivo para que o Amapá realize transplantes de forma definitiva. Ele destacou a importância de um fluxo eficiente, coordenado pela Sesa, para garantir que os procedimentos ocorram com segurança e regularidade na rede pública estadual.
“Esta é uma reunião de extrema importância para que, de forma definitiva, seja possível realizar transplantes no Amapá. Discutimos como organizar um fluxo que funcione aqui, coordenado pela Secretaria de Saúde, para que, em breve, os transplantes possam acontecer em nosso próprio estado. Isso significa mais cuidado, mais humanidade e mais chances de vida para quem hoje precisa se deslocar para fora em busca desse tratamento”, afirmou o senador.
Para a médica Patrícia Freire, o encontro representa um marco histórico para a saúde amapaense.
“Este é um dia histórico, porque marca o início efetivo do processo de implantação dos transplantes, começando pelo transplante renal. A partir da estruturação da Central de Transplantes, será possível organizar o trabalho com potenciais doadores, realizar entrevistas familiares e preparar toda a rede para que, em breve, o transplante renal seja uma realidade no Amapá. O transplante significa qualidade de vida e devolve ao paciente renal crônico a chance de voltar a estudar, trabalhar e retomar sua rotina com dignidade”, destacou a coordenadora.
A secretária de Saúde em exercício e secretária adjunta de Gestão e Planejamento, Danúbia Muricy, reforçou que o momento é crucial para a consolidação da Central de Transplantes, permitindo que o Amapá integre plenamente o sistema nacional e amplie a assistência aos pacientes renais.
“Este é um momento crucial para que o estado se integre de forma efetiva ao sistema nacional de transplantes, garantindo mais oportunidades e melhor assistência aos nossos pacientes”, afirmou a secretária.
A notícia foi recebida com esperança pela Associação dos Renais Crônicos. A representante da entidade, Amanda Bastos, pontuou que o serviço representa uma mudança significativa para centenas de pacientes que dependem da hemodiálise.
“Hoje, cerca de 500 pacientes realizam hemodiálise e sonham com a possibilidade do transplante. Quando esse serviço for implantado aqui, o paciente poderá passar por todo o processo perto de casa, junto da família. Saímos desta reunião muito felizes e esperançosos, porque ela representa um avanço real na qualidade de vida de quem convive diariamente com a doença renal”, declarou Amanda.
Nos próximos meses, os debates avançarão para a definição de fluxos e estruturação da rede. A implantação do serviço reafirma o compromisso do Governo do Estado com a dignidade e a esperança dos pacientes que aguardam por um transplante no Amapá.
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