Rede de Bancos de Leite Humano do Amapá apresenta balanço anual e estratégias para 2026
Dados mostram avanço no atendimento a recém-nascidos e reforçam a importância da política pública de amamentação.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizou, nesta quarta-feira, 28 de janeiro, no auditório da instituição, uma reunião para apresentar a evolução da produção da Rede de Bancos de Leite Humano (BLH) do Amapá. O encontro reuniu profissionais da saúde, gestores e representantes do banco de leite e dos postos de coleta, com o objetivo de divulgar os resultados alcançados em 2025, além de discutir desafios e estratégias para o fortalecimento da política de aleitamento materno no estado.
Atualmente, a Rede BLH Amapá é composta por um Banco de Leite Humano e três postos de coleta que, ao longo de 2025, apresentaram seus dados de produção, campanhas realizadas e ações voltadas à promoção, proteção e apoio à amamentação.
O balanço anual apontou que 1.377 bebês foram atendidos com leite humano no estado. No mesmo período, foram coletados 1.076,6 litros de leite humano, dos quais 510,7 litros foram distribuídos para unidades de cuidado neonatal, beneficiando, principalmente, recém-nascidos internados em situação de vulnerabilidade.
A referência técnica estadual em aleitamento materno, Darcineyde Alves Dias, destacou que o momento foi fundamental para a troca de experiências entre as unidades e para o fortalecimento da rede no Amapá.
“Hoje, a Rede BLH Amapá pôde apresentar o balanço anual de 2025, mostrando a produção realizada, os desafios enfrentados, as superações e as campanhas em prol da promoção, proteção e apoio à amamentação, que é a nossa missão. Foi um momento muito importante para compartilhar os avanços, onde o que uma unidade desenvolveu pode servir de exemplo para outra. Apesar de muitos desafios serem parecidos, alguns se diferenciam em aspectos específicos, o que reforça a necessidade de fortalecer cada vez mais a rede estadual, que faz parte de uma rede global presente em vários países”, afirmou.
Darcineyde destacou ainda que a amamentação é uma política pública que precisa de divulgação, apoio e fortalecimento contínuo. “A Rede BLH contribui diretamente para a melhoria da saúde das nossas crianças”, ressaltou.
Rede BLH Amapá
A coordenadora do Banco de Leite da Maternidade Mãe Luzia, Fadianne Soares, explicou que a reunião teve como foco a apresentação das estatísticas do ano e o planejamento das ações para 2026.
“Esse encontro foi para apresentar nossa produção e estatística de 2025, falar dos avanços e dos desafios. A partir da análise desses dados, que serão integrados junto à Sesa, estamos formulando as estratégias para 2026. A rede engloba o banco de leite e os postos de coleta, que têm papel fundamental tanto no apoio à amamentação quanto na manutenção do nosso estoque”, afirmou.
Durante o encontro, também foi destacado o papel estratégico dos postos de coleta que integram a rede estadual. Atualmente, os postos estão localizados no Hospital de Santana, na Maternidade Bem Nascer e no Hospital São Camilo. Além de realizarem o apoio à amamentação dentro das unidades, eles fazem a coleta e distribuição de leite humano para os bebês internados e encaminham o leite excedente ao Banco de Leite da Maternidade Mãe Luzia, contribuindo diretamente para o abastecimento do estoque estadual.
A reunião reforçou o compromisso da Secretaria de Estado da Saúde com o fortalecimento da Rede de Bancos de Leite Humano no Amapá, considerada uma estratégia essencial para a promoção da saúde materno-infantil, a redução da mortalidade neonatal e a garantia de cuidado humanizado aos recém-nascidos que mais necessitam.
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