'Foi na escola pública que eu mais estudei e cheguei na Unifap', diz jovem autista que conquistou uma vaga em Licenciatura em História
Matheus Cavalcante de Souza, de 18 anos, aluno da Escola Estadual Gabriel de Almeida Café, superou as dificuldades do transtorno do espectro autista (TEA), entrou na universidade pública e emocionou a família.
Programas eficientes e políticas de inclusão têm feito diferença na gestão educacional, beneficiando diretamente os estudantes. Iniciativas como a Central do Enem, livros didáticos, tecnologia e outros programas desenvolvidos pelo Governo do Estado ajudaram dezenas de alunos da rede pública a serem aprovados no Processo Seletivo 2026 da Universidade Federal do Amapá (Unifap).
A lista dos aprovados foi divulgada na última sexta-feira, 23, com 1.620 vagas distribuídas entre cursos presenciais nos campi de Macapá e Santana.
VEJA AQUI O RESULTADO DO PROCESSO SELETIVO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ
Matheus Cavalcante de Souza, de 18 anos, aluno da Escola Estadual Gabriel de Almeida Café, com transtorno do espectro autista (TEA), conquistou uma vaga no curso de Licenciatura em História. Esta foi sua primeira tentativa, que já trouxe sucesso, emocionando a família e os professores.
Discreto e tímido, Matheus conta que sua trajetória foi construída principalmente dentro da escola pública, com dedicação às aulas e aos trabalhos escolares.
“Eu estudava mais na escola. Um pouco em casa também, mas a maior parte foi na escola mesmo. Estudei muito”, relatou o novo universitário.
Mesmo sem participar diretamente da Central do Enem, Matheus conseguiu superar desafios pessoais e educacionais. Ele ingressou pela política de cotas para Pessoas com Deficiência (PCD) e agora se prepara para viver uma nova etapa na vida acadêmica.
“Eu não sei ainda o que esperar”, disse, de forma sincera, ao falar sobre o futuro na universidade.
Orgulho e emoção da mãe
Para a mãe, Elciane Maria Cavalcante de Souza, a aprovação representa muito mais do que um resultado acadêmico. É a quebra de um ciclo histórico na família e a prova de que todo esforço vale a pena.
“Eu me sinto muito orgulhosa da trajetória dele. Nem eu, nem o pai dele fizemos faculdade, e ele conseguiu quebrar esse ciclo”, afirmou emocionada.
Ela destaca que a caminhada foi marcada por desafios adicionais, já que Matheus é autista, o que exigiu ainda mais dedicação da família e dos professores.
“É uma demanda maior, um trabalho maior, mas que valeu a pena. Quando saiu o resultado, eu não conseguia nem falar. Veio toda a emoção, tudo o que a gente já passou com ele”, relembra a genitora.
Educação pública e políticas de apoio
A aprovação de Matheus se soma a outros bons resultados da rede pública no vestibular e no Enem. Segundo a secretária interina de Políticas da Educação, Danielle Dias, muitos alunos alcançaram colocações de destaque, como segundo e oitavo lugares gerais.
“São vários estudantes da escola pública aprovados. Todos eles reafirmaram a importância da Central do Enem e de outros programas pedagógicos nesse processo. Muitos disseram que foi fundamental para a aprovação”, destacou a secretária.
Em 2025, a Secretaria de Estado da Educação realizou ações em 13 escolas, além de levar a Central do Enem itinerante a municípios como Macapá e Santana, e promover dois grandes aulões com cerca de 3 mil alunos, envolvendo escolas da zona urbana e rural, em um espaço privado na Zona Sul de Macapá.
“Foi um momento diferenciado, que deu mais segurança e domínio de conteúdo para os nossos estudantes fazerem a prova do Enem”, completou a gestora.
A história de Matheus Cavalcante é um retrato de como educação pública, inclusão e apoio familiar podem transformar vidas. É nesse sentido que a gestão do Governo do Amapá desenvolve a estratégia Educação que Transforma, uma junção de ações inovadoras e eficientes que geram resultados e levam oportunidades para estudantes de todo o estado.
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