Amapá inicia capacitação estratégica para atrair investimentos e preparar o estado para a nova matriz econômica do petróleo
O treinamento segue até quinta-feira, 29, no auditório da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá.
Em mais uma iniciativa voltada para a modernização da gestão econômica, o Governo do Amapá iniciou, nesta terça-feira, a primeira rodada de capacitação técnica ministrada pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP). O treinamento segue até quinta-feira, 29, no auditório da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá).
A capacitação é direcionada aos servidores da Agência Amapá e das Secretarias de Planejamento (Seplan) e de Governo (Segov), visando ampliar a capacidade técnica e impulsionar projetos de desenvolvimento e a atração de investimentos. Além disso, a intenção é planejar e implementar ações estratégicas para gerar novos empregos, desburocratizar processos e criar mecanismos que garantam que os investimentos da Margem Equatorial se traduzam em emprego e renda para os amapaenses.
"Iniciamos um trabalho estruturante com a FESP, voltado à reconstrução dos pilares estratégicos da Agência e ao remodelamento de áreas-chave da nossa estrutura interna. A fundação já realizou um trabalho profundo no Governo do Estado, com o Amapá 2043, e trouxemos essa expertise para elevar nosso nível de planejamento, governança e capacidade de execução. O objetivo é preparar a Agência para ser uma estrutura técnica, moderna e confiável, capaz de dar suporte a projetos de alta complexidade, inclusive em agendas como a captação de recursos junto ao Banco Mundial — na ordem de 38 milhões de dólares — e a outros organismos multilaterais. Isso é investimento em gente, em método e em institucionalidade", destacou o diretor-presidente da Agência Amapá, Wandenberg Pitaluga.
O gestor ressaltou ainda que o estado vive pelo menos três ciclos econômicos distintos, o que exige aperfeiçoamento e troca de conhecimentos para que os resultados sejam de qualidade.
“Estamos vivendo os ciclos do óleo e gás, da mineração e do agronegócio, em uma retomada pós-regularização fundiária. Precisamos discutir o tema com maturidade e inteligência emocional para absorver o conhecimento de fora com a competência que os servidores e a população amapaense já possuem, garantindo que possamos sair na frente", complementou Pitaluga.
O consultor da FESPSP, Adriano Ludovice, ressaltou que a prática potencializa a equipe que atua de forma estratégica no contexto do óleo e gás, incluindo a sociedade no amplo debate.
“A ideia é trazer novas ferramentas para que os servidores se fortaleçam neste momento, principalmente com a discussão da Margem Equatorial. Queremos que a Agência esteja preparada para apoiar o estado na governança dessa pauta, garantindo que o debate não fique apenas na escala nacional, mas que coloque o amapaense no centro da geração de emprego e renda”, frisou Ludovice.
O diretor de Gestão Estratégica da Agência Amapá, Higor Ribeiro, reforçou como a ação contribui para medidas bem fundamentadas.
"O objetivo é melhorar o entendimento dos servidores sobre as novas matrizes econômicas, gerando uma educação positiva tanto para a iniciativa privada quanto para a pública. Este é um primeiro momento de capacitação com uma entidade de renome nacional e internacional para organizar novas ideias e capacitar nosso corpo técnico", finalizou Ribeiro.
O treinamento de três dias inclui abordagens sobre petróleo e gás e a criação de políticas públicas específicas para a cadeia, garantindo que o estado esteja preparado para receber grandes investimentos e transformá-los em benefícios sociais.
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