Com apoio do Governo do Estado, apresentações culturais e artísticas reforçam valorização da identidade de Mazagão Velho
Grupos subiram no palco Biló Nunes para coroar o dia dedicado à memória e história da cidade. Programação também incluiu alvorada, cortejos e solenidade cívica.
Apresentações culturais e artísticas marcaram um dos pontos altos das comemorações dos 256 anos da vila de Mazagão Velho, na noite de sexta-feira, 23. O evento foi realizado pela comunidade local e pela Prefeitura de Mazagão, com apoio do Governo do Estado.
As primeiras a se apresentarem no palco foram as crianças do grupo Raízes do Marabaixo Infantil. Criado em 2005 por moradores para manter a tradição, o grupo já formou gerações de cantadores de ladrões (versos) e tocadores de caixa de marabaixo, manifestação oficialmente reconhecida como Patrimônio Imaterial do Brasil.
O grupo São Sebastião, de Mazagão Novo, foi o segundo a subir ao Palco Intercontinental Biló Nunes. Foliões e foliãs levaram a bandeira ao som do tambor e empolgaram o público. Da própria vila, o grupo Raízes do Marabaixo evidenciou a força da cultura local nas vozes de Yone, Josely, Lucidéia e José.
“O grupo é heterogêneo, composto por crianças, jovens e adultos da comunidade. Levamos o nome da nossa vila de Mazagão Velho a eventos como o Encontro dos Tambores”, destaca a coordenadora do Raízes, Nazaré Jacarandá.
Em seguida, os foliões de São Benedito (de Mazagão Novo) levaram o som do batuque para o palco. Na sequência, apresentou-se o grupo Marabaixo da Gungá, que leva o nome artístico de sua idealizadora e coordenadora, Rosângela Silva, figura de destaque na cultura mazaganense.
O último grupo a se apresentar foi o Batuque do Ajudante, vindo da comunidade homônima. Criado há 10 anos, o grupo reúne o núcleo familiar do casal João Arruda da Câmara e Maria da Anunciação Barreto, além de moradores de vilas adjacentes, contribuindo expressivamente para a difusão da cultura regional.
A primeira atração musical da noite foi a cantora Verônica dos Tambores. A artista empolgou o público com músicas autorais como “Fumaça da Coivara”, “São Tiago me chamou”, “Vem conhecer Mazagão” e “Romaria”, além de “Mestre Jorge na Batalha”, que exalta o legado de seu pai, o saudoso Jorge Silva, o Mestre Jorge.
Fechando a parte cultural, apresentou-se a Banda Placa, liderada por Carlos Augusto, o “Carlitão”. No repertório, as marchinhas deram a tônica do Carnaval do Povo, anunciando a proximidade da folia, além de canções que retratam a história local. Os músicos ainda fizeram uma homenagem póstuma ao senhor Biló Nunes, cuja fala icônica se transformou em um símbolo de resistência de Mazagão Velho. A programação encerrou com o show de Willy Lima e a aparelhagem Amazônia Fuzion, já na madrugada de sábado, 24.
As estruturas de som, iluminação e telão foram garantidas pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult).
Uma cidade “transplantada” para o Amapá
Foram três dias de festividades para celebrar os 256 anos de Mazagão Velho. A programação incluiu alvorada, cortejos, solenidade cívica e apresentações culturais, contando com a presença do governador Clécio Luís no dia principal, 23 de janeiro.
O lugar detém uma história peculiar que une três continentes: Europa, África e América do Sul. No século XVIII, a cidade de Mazagão, uma colônia portuguesa no Marrocos, foi desativada e transferida para o Brasil em decorrência de conflitos político-religiosos na região. Fundada pela Coroa Portuguesa em 23 de janeiro de 1770, recebeu o nome de Nova Mazagão para abrigar as cerca de 360 famílias que atravessaram o Oceano Atlântico para habitar a Amazônia.
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