'Essa é uma vitória não só minha, mas de todo mundo que precisa', diz primeiro paciente a receber alta do Centro de Radioterapia do Amapá
Após 10 sessões de radioterapia, João Cardoso Pantoja, afuaense de 73 anos, tocou o “sino da vitória” e recebeu homenagens do governador Clécio Luís e da equipe que o acolheu durante o tratamento na unidade inaugurada em 2025 pelo Governo do Amapá.
A vida de João Cardoso Pantoja sempre foi marcada pelo trabalho e pela fé. Comerciante, morador do município paraense de Afuá, aos 73 anos ele carrega no olhar a serenidade de quem atravessou batalhas duras sem abrir mão da esperança. Há seis anos, um diagnóstico de câncer na coluna e na costela mudou sua rotina e impôs um caminho longo de exames, viagens e tratamentos — muitos deles feitos longe de casa.
Nesta sexta-feira, 9, tudo mudou: a caminhada ganhou um marco simbólico e profundamente emocionante. Antes de deixar o Centro de Radioterapia, inaugurado pelo Governo do Amapá em 2025, seu João tocou o “sino da vitória”, gesto que representa a conclusão do tratamento radioterápico, tornando-se o primeiro paciente a receber alta da unidade de saúde.
O “Sino da vitória”
“Aqui eu fui muito bem tratado. Desde o primeiro dia, só encontrei respeito, atenção e carinho. Tudo foi feito pelo SUS, e essa é uma vitória não só minha, mas de todo mundo que precisa”, disse João, emocionado.
Primeiro paciente atendido pelo Centro de Radioterapia do Amapá, declarou que no início não deu importância ao que sentia em 2019, até que o quadro se agravou e exames mais detalhados confirmaram a doença. Após muitas sessões de quimioterapia, um obstáculo ainda maior — a pandemia de covid-19, o fez interromper o tratamento por um tempo.
“Eu achava que o que sentia era só consequência de uma queda que levei há alguns anos; uma costela quebrada. Não levei a sério no começo. Quando comecei a tratar foi uma luta em dobro. Ficar sem atendimento naquele período foi muito difícil, mas eu nunca perdi a fé”, contou João.
Em meio a aplausos, abraços e lágrimas, João foi recebido pelo governador Clécio Luís, que fez questão de participar da despedida positiva do paciente. Para Clécio, o momento vai além da vitória individual.
“Esse sino representa a superação de uma doença dura, mas também simboliza o cuidado, o acolhimento e o amor de uma equipe multiprofissional que trata pessoas, não apenas diagnósticos. É o SUS funcionando com dignidade e humanidade”, afirmou o governador.
Tratamento rápido e eficaz
O tratamento de João no Centro de Radioterapia do Amapá foi composto por 10 sessões, iniciadas em 17 de dezembro. Com a alta, a meta agora é seguir o acompanhamento médico com exames em intervalos maiores, sinalizando a remissão do tumor e um retorno mais tranquilo ao convívio familiar.
A secretária de Estado da Saúde, Nair Mota, também celebrou o momento como um avanço histórico para a saúde pública.
“Hoje é um dia de vitória para o paciente, para os profissionais e para o SUS. Em menos de um mês de funcionamento, já temos a primeira alta. Isso mostra a celeridade e a importância de um serviço que trata uma doença que não pode esperar”, destacou. Segundo ela, o Centro permite que pacientes oncológicos realizem todas as etapas do tratamento dentro da rede estadual, sem precisar sair do Amapá. “Ganha o governo, ganha a sociedade, ganha a família e, principalmente, ganha a esperança”, completou Nair.
Impacto social e emocional
O radio-oncologista Álvaro Souto, que acompanhou seu João durante todo o processo, ressaltou o impacto do novo serviço na vida dos pacientes.
“O tratamento do câncer se baseia em um tripé: cirurgia, quimioterapia e radioterapia. Hoje, o Amapá tem esse tripé completo. Isso muda tudo”, explicou o profissional, que também destacou que a radioterapia exige sessões diárias ao longo de semanas, o que antes obrigava muitos pacientes a permanecerem meses fora de casa.
“Além de tratar a doença, o Estado resolve hoje um problema social e emocional. O paciente pode estar com a família, dormir em casa, ter suporte afetivo. Isso faz diferença real na recuperação. Hoje, seu João recebe alta e vai para casa com a família. É um impacto positivo que vai muito além do aspecto clínico”, afirmou Souto.
Ao deixar o Centro, João resumiu o sentimento que ecoou pelos corredores: alívio no coração e esperança renovada. Um sino tocado que anuncia não apenas o fim de um tratamento, mas o início de uma nova etapa de vida — mais perto de casa, da família e da confiança em um sistema público de saúde que passa a escrever uma nova história no Amapá.
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