Dia da Visibilidade Lésbica: Governo do Amapá promove encontro de fortalecimento e conscientização em Macapá
Programação no complexo de atendimento à mulher reúne rodas de conversa, apresentações culturais e debates sobre direitos, saúde e enfrentamento à violência contra mulheres LBTI+.

O Governo do Amapá promoveu nesta sexta-feira, 29, um evento em referência ao Dia da Visibilidade Lésbica, no Complexo de Atendimento à Mulher, no Centro de Macapá. A programação reuniu representantes de movimentos sociais, artistas, instituições parceiras e a comunidade, com rodas de conversa, apresentações culturais e debates sobre saúde integral, enfrentamento à violência, empoderamento e garantia de direitos para mulheres lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e pessoas intersexo.
A ação, organizada pela Secretaria de Políticas para Mulheres por meio do Centro de Referência em Acolhimento às Mulheres LBTI – Ama LBTI, é considerada um momento pioneiro no Brasil para acolhimento e fortalecimento da cidadania desse público. A coordenadora do Ama LBTI, Simone de Jesus, destaca a importância da programação dentro do calendário de lutas e ações realizadas ao longo do mês.

“Nós estamos em um mês de luta para as mulheres, estivemos em um trabalho intenso do Agosto Lilás, e desde o início deste mês fazemos palestras, encontros, vamos às escolas e impulsionamos a conscientização. Hoje, fazemos a comemoração e a conscientização sobre o Dia da Visibilidade Lésbica. Inclusive, existe uma lei estadual que reconhece esta data. Estão presentes todos os organismos parceiros, artistas lésbicas e a comunidade para conhecer de perto o nosso trabalho. O Amapá é um dos únicos estados que trata os direitos humanos como política pública, com uma secretaria exclusiva e um centro de referência como o Ama LBTI”, ressaltou Simone.


Representando a sociedade civil, Sílvia Garcia, integrante da ONG Mães pela Diversidade, reforça a importância da luta coletiva e da resistência. “A gente sabe que essa luta não começa hoje. Para estarmos aqui, muitas pessoas perdem a vida e sofrem exclusões, até mesmo de suas famílias. Nosso papel é apoiar essa causa e mostrar para a sociedade que não há problema algum em ser quem se é e viver a sua orientação sexual de forma plena e feliz. O que realmente importa é o amor”, afirmou.
A data simboliza não apenas uma celebração, mas também um marco de conscientização e resistência contra o preconceito e a discriminação. Durante todo o dia, a programação promove um espaço de acolhimento e fortalecimento das políticas públicas que asseguram dignidade e respeito para todas as mulheres LBTI+.

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