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14/06/2012 13h30 - Atualizado em 14/06/2012 13h30
Governo repassa recursos para Escolas Famílias Agrícolas
Da Redação - Agência Amapá
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Convênio assinado pelo governador Camilo Capiberibe garante investimento na educação de 702 alunos do ensino fundamental, médio e profissionalizante. Veja mais imagens aqui.O governador Camilo Capiberibe assinou nesta quinta-feira, 14, convênio com a Rede das Associações das Escolas Famílias Agrícolas do Amapá (Raefap) para repasse de recursos destinados à manutenção do ensino na zona rural. Serão repassados R$ 3,203 milhões para investimento na educação dos 702 alunos do ensino fundamental, médio e profissionalizante que têm garantido alimentação, transporte e outros benefícios. A demora na prestação de contas de convênios anteriores causou o atraso na transferência.

Em todo o Estado são cinco Escolas Famílias localizadas em quatro municípios. O Governo do Amapá é parceiro da Rede e repassa os recursos anualmente para financiar a educação no campo.

Os recursos vão manter as Escolas Famílias do Pacuí, em Macapá; da Perimetral Norte, no município de Pedra Branca do Amapari; do Carvão e Maracá, em Mazagão; e a Escola Família do Cedro, em Tartarugalzinho. As escolas se contrapõem ao ensino padrão e mantêm nas salas de aula os filhos de pequenos agricultores, promovendo o desenvolvimento social, econômico, cultural e político dos alunos, famílias e comunidades dentro das necessidades e baseados em suas realidades. No Amapá, o GEA faz esforço conjugado entre Educação e setor primário para que a didática do método seja praticada.

Método

A metodologia utilizada é a Pedagogia da Alternância, onde o aprendizado é construído em conjunto com a comunidade para que os alunos sejam estimulados a visualizar os problemas da sua região e busquem soluções. O estudante é incentivado a permanecer no campo com a família aprendendo técnicas de desenvolvimento da atividade agrícola. Ao final dos cursos, eles estão preparados para aplicar em seu cotidiano o que aprenderam na teoria e na prática. É uma forma de evitar o êxodo, dando oportunidade de sobrevivência digna no meio rural.

Raefap

A Rede foi criada em 2000 e é responsável pela coordenação das EFA's, de onde saíram 264 alunos com o ensino profissionalizante concluído. Desses, 163 são técnicos que atuam na extensão rural do Estado, 42 passaram no último concurso, 36 estão desenvolvendo projetos de agricultura familiar em suas propriedades e 18 trabalham nas Escolas Famílias.

Pioneiro na luta para implantação das EFA's no Amapá, Antônio Belo disse estar orgulhoso desse momento. "Acompanhei desde o início, da criação da primeira EFA, até agora, quando foi aprovado em Brasília o apoio financeiro do governo federal e a iniciativa do governador Camilo de dar continuidade a essa parceria", salientou o líder.

Esta semana o governador deu mais um passo para o fortalecimento da educação no campo. Ele assinou o decreto que cria o Grupo de Trabalho, formado por técnicos do GEA e da Rede, que vai fazer um estudo da política de gestão das EFA's e analisar a necessidade de mudanças para melhorar e adaptar a metodologia. "Estamos avançando com o modelo atual, mas queremos aprimorar. Temos que ter uma política de governo clara para desenvolver a cadeia produtiva e corrigir essa lacuna que deixou o homem do campo sem apoio nos últimos anos. Vamos dividir responsabilidades com a Reafap, regulamentar leis e definir um novo modelo de gestão, temos que ter coragem de mudar para melhor", pontuou o governador.

O GEA está apoiando a implantação da Escola Família Agroecológica da Foz do Macacoari, em Itaubal, fruto da iniciativa de um grupo de alunos da Escola do Carvão, com acompanhamento da Rede. Para a construção, o governo repassou, em 2011, R$ 69 mil. Ela vai atender 113 comunidades com 845 famílias.

Mariléia Maciel/Secom

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