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24/05/2012 14h07 - Atualizado em 24/05/2012 14h07
Operação “Ardil” da Polícia Civil prende acusados de estelionato em Macapá
Da Redação - Agência Amapá
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Delegados concedem entrevista coletiva sobre a operação “Ardil” desencadeada nesta quinta-feira, que resultou no cumprimento de 9 mandados de prisãoA Polícia Civil do Amapá cumpriu, nesta quinta-feira, 24, nove mandados de prisão contra pessoas envolvidas com crimes de estelionato que atuavam em vários municípios do Estado. Segundo os investigadores, falsificação de documentos, formação de quadrilha e falsidade ideológica são delitos que comprometem os envolvidos.

O comando da operação, denominada "Ardil" (estratagema, armadilha, emboscada, cilada. astúcia, sutileza, manha, finura), foi do delegado George Wandré Assunção Salvador, da Polinter. De acordo com ele, os crimes consistiam no aluguel de veículos com pagamentos antecipados, porém os carros eram vendidos ou desmontados em uma sucata e as peças comercializadas. A dona do desmanche também foi presa.

Durante as investigações, que duraram cinco meses, um policial militar foi identificado como membro do grupo e, devido às denúncias, passou a ser investigado pela Corregedoria da instituição desde 2011, quando as reclamações vieram à tona, conforme informações da coronel Palmira Bittencourt, corregedora da Polícia Militar do Amapá.

Outros crimes atribuídos à quadrilha eram de se passarem por oficiais de Justiça e alterar documentos de veículos. Nesse caso, o PM tinha acesso ao sistema do Departamento de Trânsito e conseguia saber quem estava com pagamento de veículos pendente. A partir daí entrava em ação o falso oficial de Justiça com supostos mandados de busca e apreensão. O carro seria mais um a ser vendido no mercado negro.

O secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, Marcos Roberto, e o delegado-geral Tito Guimarães Neto acompanharam os trabalhos e reafirmaram o compromisso do governo em combater o crime organizado onde quer que ele esteja acontecendo, sem importar quem esteja por trás.

Segundo os chefes da Segurança, a polícia, Civil ou Militar, vai continuar executando seu papel constitucional.

As investigações continuam a fim de saber quantos veículos e pessoas foram vítimas da quadrilha, assim como o montante em dinheiro que foi adquirido.

O Conselho de Disciplina da PM decidiu por excluir o policial das fileiras da corporação, cabendo agora ao governador do Estado concordar ou não pela expulsão do militar, esclareceu a oficial Palmira Bittencourt.

José Maria Silva/DGPC

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