Grupos tradicionais de Marabaixo, em conjunto com a Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes (Seafro) definiram, em reunião ocorrida na tarde desta quinta-feira, 3, a realização do "Cortejo da Murta", que acontecerá no próximo dia 27 (domingo), a partir das 14h, precedendo o Domingo da Murta, que acontece à noite.
Trata-se de uma apresentação especial de Marabaixo, com tocadores e cantadeiras, que sairá da Casa do Artesão, na Beira Rio, até a antiga Catedral de São José, com os participantes carregando a murta (erva que serve para enfeitar o mastro).
Segundo os organizadores, é mais um evento que servirá para fortalecer o Ciclo do Marabaixo em Macapá, que iniciou no mês passado e segue até junho. Na reunião, além da secretária da Seafro, Marilda Leite, do chefe de Gabinete, Carlos Souza, e corpo técnico da secretaria, participaram representantes de entidades como Federal Folclórica e Cultural do Amapá, Berço do Marabaixo, grupo de Igarapé do Lago, grupo da Campina Grande, comunidade do Coração, Mazagão Velho e Paróquia de São José de Macapá (Diocese de Macapá).
Todos foram unânimes ao defender maior estreitamento das relações entre os grupos tradicionais de Marabaixo de Macapá e a Igreja Católica.
"Ambas precisam caminhar juntas e apagar de vez o passado, onde havia uma separação entre Igreja e Marabaixo. Hoje, há o respeito e admiração mútuos, o que deve ser fortalecidos com eventos como esse", assinala Carlos Souza, chefe de Gabinete da Seafro.
"Momentos como esse proporcionam integração e união entre os grupos. Quem ganha é a cultura amapaense", argumenta Elizia Congó, da Federal Folclórica e Cultural do Amapá.
Programação
14h - Chegada dos grupos e comunidades na Casa do Artesão
14h30 - Rodas de Marabaixo e apresentações
15h - Início do Cortejo, com o precurso:
Avenida Beira Rio, com parada no Macapá Hotel e Praça do Coco
Avenida Binga Uchôa
Avenida Azarias Neto (chegada na antiga Catedral)
16h - Ritual e bênção na Igreja Matriz
Encontro das Bandeiras
Badaladas do Sino
Labalaolajhh
17h - Encerramento e retorno dos grupos para as comunidades
Gabriel Penha/Seafro