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10/04/2012 18h45 - Atualizado em 10/04/2012 18h45
Polícia esclarece morte de advogado
Da Redação - Agência Amapá
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Em entrevista para os jornalistas, a delegada Maria Valcilene Mendes, titular da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (Decipe), disse oficialmente alguns detalhes sobre o assassinato do advogado Eliel Amoras Rabelo, 34 anos, crime ocorrido no dia 13 de fevereiro.

A princípio, algumas perguntas feitas na ocasião não foram respondidas por motivos do caso ainda está sob investigação e considerado segredo da Justiça. Como por exemplo, que razão o acusado teve para matar a vítima, entre outras.

Segundo a delegada, dois homens tiveram a liberdade restringida temporariamente por ordem da Justiça. Trata-se de José Henrique de Azevedo Pinheiro e o filho dele, André de Azevedo Pinheiro.

Desde a ocorrência do crime, o secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública, Marcos Roberto Marques e o delegado geral de Polícia Civil, Tito Guimarães Neto, acompanham passo a passo os trabalhos.

Segundo eles, o governo do Estado tem oferecido condições tecnológicas para que as investigações sejam concluídas. Assim como capacitação de servidores para que fatos criminosos sejam elucidados em tempo breve. A investigação identificou pai e filho como sendo os prováveis autores do delito.

Entenda o caso

O advogado Eliel Amoras tinha amizade com André, fato que o mesmo costumava frequentar a casa de André no conjunto da Ego, localizado na zona Sul de Macapá.

No dia do crime, 13 de fevereiro, no final da tarde, vítima e acusado estavam juntos no quarto da casa de André, quando Eliel foi atingido na cabeça por um tiro de revólver, cujo calibre ainda não foi possível identificar, pois a arma usada não foi encontrada.

O pai de André tomou conhecimento do episódio e planejaram deixar o corpo na casa e esperar anoitecer para retirar o cadáver no próprio carro do advogado e levá-lo ao ramal do Alemão, as margens da Rodovia JK. Lá, os dois jogaram alguns litros de produto inflamável no veículo carbonizando tudo.

Os trabalhos periciais foram dificultados devido à situação em que o carro e o corpo ficaram. Mesmo assim, exames e perícias especializadas, e principalmente ação dos investigadores foram possíveis esclarecer parte do crime, assim como os acusados.

Passados quase sessenta dias, investigadores da Decipe trabalharam dia e noite a fim de elucidar o caso desenvolvido em várias linhas de investigação.

O delegado geral Tito Guimarães Neto acompanhou a entrevista, assim como os delegados Celso Souza Pacheco e Odanete Bionde que ajudaram nas investigações. O advogado Paulo Campelo, representante da Ordem dos Advogados do Brasil secção Amapá (OAB/AP) esteve presente na coletiva.

Os delegados agradeceram aos trabalhos feitos pelos agentes, que jamais mediram esforços nas missões em busca da verdade, ou seja, para dá resposta à família e a sociedade não somente neste caso, mas em todas as ocorrências onde há crimes contra cujo autor é desconhecido.

José Maria Silva/DGPC

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