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03/04/2012 19h18 - Atualizado em 03/04/2012 19h18
Diagro intensifica ações para evitar que mosca da carambola ultrapasse fronteiras do Estado
Da Redação - Agência Amapá
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Dando continuidade às ações de combate à mosca da carambola (bactrocera carambolae) na região Norte, a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro) vem intensificando o trabalho de educação sanitária e fiscalização de cargas nas rodovias, portos e principalmente no Aeroporto Internacional de Macapá.

O objetivo da Diagro é sensibilizar a população sobre o risco do transporte de frutos hospedeiros da mosca da carambola do Amapá para outras unidades da federação, evitando trazer prejuízos econômicos para polos produtores e ameaçar o patrimônio agrícola nacional.

A campanha da Diagro tem base em portaria ministerial nº 21, de 25 de março de 1999, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), que proíbe as empresas de transporte aéreo, terrestre, marítimo ou fluvial de transportarem frutas de espécies hospedeiras do Amapá.

A mosca da carambola é originária da Malásia e Indonésia e foi encontrada no Suriname em 1985. Chegou à Guiana Francesa em 1989 e, em 1996, surgiu o primeiro foco no Brasil, no município de Oiapoque (AP). Em 2007, a praga apareceu na fronteira do Amapá com o Pará (Monte Dourado), mas foi erradicada em 2008.

No momento, a mosca pode ser encontrada em Roraima e Amapá - estados que fazem fronteira com a Guiana e Guiana Francesa. A praga ataca frutos como goiaba, manga, sapoti, acerola, caju, taperebá, jaca, jambo, pimenta e carambola.

"Era comum o trânsito dessas frutas até o início do ano passado nos portos, rodovias e aeroporto da capital. Mas, essa realidade está mudando com o empenho do governo do Estado, que chamou novos servidores aprovados no último concurso público para fortalecer o trabalho de educação sanitária e da fiscalização da Agência", comentou o coordenador de Inspeção de Produção de Origem Agropecuária da Diagro, biólogo Nelton Quintas Alexópulos.

Paralelamente a essas ações, equipes do Programa de Erradicação da Mosca da Carambola fazem o monitoramento da praga na capital e interior por meio da instalação de armadilhas em plantas hospedeiras situadas em rotas de risco, com a função de atração de machos por intermédio de iscas com feromônio + inseticida.

Carlos de Jesus/Diagro

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