Na tarde do último sábado, 3, os jovens e adolescentes do Núcleo de Medida Cautelar (Cipe) e Núcleo Socioeducativo de Internação Feminina (Cifem), da Fundação da Criança e do Adolescente (Fcria), participaram da cerimônia de batizado de cinco jovens que cumprem medidas socioeducativas dentro das unidades.
A cerimônia foi promovida pela Igreja Quadrangular, com a realização de cultos ecumênicos, banda de música evangélica, batizado e uma pequena confraternização entre os membros da igreja e os adolescentes.
De acordo com o policial militar e membro da Igreja, Sargento Romano, o momento representou para toda a equipe muito mais que uma simples cerimônia.
"Há três anos que realizamos cultos religiosos para os jovens aqui no Cipe e Cifem. Conseguir a aceitação destes cinco jovens que participaram do Batismo representa uma grande conquista para todos nós, pois percebemos que o nosso objetivo foi alcançado e os jovens destas unidades puderam perceber que existe um ser bem maior que eles, que é Deus, e que este mesmo Deus está lhes dando a oportunidade de se tornarem novos homens e mulheres", afirma o Sargento.
Para o gerente em exercício nas unidades, Luciano Bezerra, proporcionar aos adolescentes um momento de religiosidade é muito importante para eles, pois serve não apenas de estímulo para a busca pela Palavra de Deus, como também para a reflexão dos atos cometidos por esses adolescentes.
"Percebemos que com a realização dos cultos muitos de nossos jovens param e refletem sobre os seus erros e buscam, por meio da Bíblia, trilhar novos caminhos que os levem para uma vida mais tranquila, longe dos crimes e das más influências que, muitas vezes, contribuíram para que mesmos estivessem aqui", declara Luciano.
A jovem L. N., 15 anos, é um exemplo destes jovens que se identificou com a religião e decidiu batizar-se na igreja, prometendo a si mesma que grandes mudanças iriam acontecer em sua vida.
"Antes de percorrer caminhos errados e vir parar aqui na instituição, eu participava da Igreja Evangélica no município de Laranjal do Jari, onde eu morava. E me vendo nesta situação e vendo Deus novamente se aproximando de mim, por meio da palavra dos membros da Igreja, percebi que Ele estava me dando uma nova oportunidade de caminhar de forma correta e seguir os caminhos da igreja, pedi para ser batizada e prometi que daqui para frente vou mudar, buscando seguir sempre os caminhos mais corretos", assegura a jovem.
Karla Marques/Secom