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13/02/2012 22h07 - Atualizado em 13/02/2012 22h07
GEA debate cooperação técnica com empresa britânica para setor ambiental no Amapá
Da Redação - Agência Amapá
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O governador do Amapá, Camilo Capiberibe, recebeu nesta segunda-feira, 13, no Palácio do Setentrião, o presidente da empresa inglesa Permian Global, Stephen Rumsey, acompanhado de sua equipe. Na reunião, foram debatidos pontos para cooperação técnica entre o Estado e corporação estrangeira. Também participaram do encontro a diretora-presidente do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Ana Euler, o procurador geral do Estado, Antônio Kleber, e o secretário de Estado do Meio Ambiente, Grayton Toledo.

Conforme Grayton Toledo, se consolidada, a parceria com a Permian no Amapá trará benefícios ao Estado por conta da experiência da empresa no mercado de carbono mundial e a consolidação deste negócio nos grandes centros do planeta. De acordo com o secretário, a cooperação viabilizará o tipo de empreendimento chamado "Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD)" no Estado, que consiste na exploração do crédito carbono com conservação ambiental.

Segundo a titular do IEF, após uma reunião entre a Permian e os gestores de órgãos presentes foi acordado que será formulado um arcabouço jurídico e técnico similar ao do Estado do Acre, onde, segundo os gestores presentes, houve avanços na implementação do REDD. Ana Euler frisou que a medida visa a assinatura de um Memorando de Entendimento entre Estado e a empresa britânica, prevista para abril de 2012, que promoverá a cooperação técnica. Ela ressaltou que os avanços do Estado do Acre nortearão o Amapá no processo.

"O REDD ainda não foi regulamentado, por isso trabalharemos mecanismos para a construção deste arcabouço, a exemplo do Acre, para desenvolver o nosso mercado voluntário, que são empresas que aceitam créditos de florestas para compensar emissões. O Amapá será beneficiado com este novo mecanismo, já que o governo do Estado e Permian têm interesses em comum, que é a conservação da floresta, finanças e ciência para a promoção do desenvolvimento sustentável local", ponderou Ana Euler.

Ao final do encontro, ficou acordado que os órgãos ambientais do Estado trabalharão em conjunto para a adaptação dessa estrutura e atuarão, cada instituição dentro de sua área, para atender os requisitos legais e técnicos da estrutura necessária para consolidar a parceira. Assim como uma proposta financeira viável para o Estado e para a Permian, culminando em uma ação contínua na construção de etapas para Estado e investidor avançarem na cooperação técnica.

O governador afirmou que é favorável à proposta da Permian à preservação dos recursos naturais do Amapá. Camilo Capiberibe disse ainda que é preciso avançar nas ações que possibilitem a assinatura do Memorando de Entendimento e, assim, efetivar ações que tragam resultados positivos para o Amapá.

"Trabalharemos para a construção de todos esses instrumentos legais e institucionais. Vamos incentivar e estabelecer um ambiente favorável para trazer investidores para o Amapá. Nosso objetivo é trazer benefícios concretos para a população do Estado, como emprego e renda, além de conservar nossas riquezas naturais. Temos interesse em cooperar com uma empresa como a Permian e que esse entendimento faça com que isso traga retorno para o nosso povo", destacou o governador.

Crédito de Carbono

A consciência da necessidade de ações para proteger a camada de ozônio foi fortalecida em 1997 e os principais países firmaram um acordo assinando um tratado no Japão, chamado Protocolo de Quioto. A partir dele foi aberta a possibilidade de compensar financeiramente iniciativas que contribuíssem para a diminuição da poluição do ar. O pouco conhecido mercado investe 1,5 milhão de dólares em ações na bolsa de valores a cada cem mil toneladas de gases poluentes não emitidos.

Elton Tavares/Secom

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