A Secretaria de Estado da Indústria, Comércio e Mineração (Seicom) reuniu-se nesta terça-feira, 31, com gestores e técnicos de diversos órgãos estaduais. O encontro teve como objetivo discutir o plano de ação para avançar as políticas públicas voltadas para a cadeia produtiva da castanha-do-brasil no município de Laranjal do Jari.
"É uma determinação do governador Camilo Capiberibe criar um grupo técnico que integre e possa instituir alternativas e elucidar as demandas e necessidades dos Arranjos Produtivos Locais (APL's), como é o caso da castanha, fazendo que a APL do produto se desenvolva", enfatizou o secretário da Seicom, José Reinaldo Picanço.
Um dos grandes gargalos é a falta de informação sobre a atividade extrativista da castanha. Dessa forma, a Seicom, em conjunto com a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), Instituto de Florestas do Amapá (IEF) e Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), firmou uma parceria para desenvolver a APL da castanha, que inclui a contratação de uma consultoria especializada em extrativismo.
As despesas da consultoria serão divididas em partes iguais para cada órgão. Ela irá seguir um cronograma de atividades para levantar informações relevantes. O primeiro passo será pesquisar subsídios reais para poder obter um diagnóstico atual do extrativismo da região. Seminários, organização e execução do plano de ação também estão na pauta.
Para o técnico da Gerência da Agroindústria da Seicom, Bruno Cavalcante, é necessário ter alternativas de novos métodos de produção. "Essa consultoria é fundamental para apontar os caminhos. Com esse estudo será possível também identificar os problemas de produção e preço elevado da castanha, devido a sua sazonalidade. E ainda consolidar o mercado tanto no Estado como na região", declarou.
Lilian Monteiro/Seicom